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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A BIBLIA E O VOTO (2)

As pesquisas eleitoras são muitas nesta época, dos mais diversos institutos, e são importantes, o problema é que elas podem ser facilmente manipuladas, sem deixar rastros, para prejudicar ou favorecer alguém. A ordem das perguntas ou a forma como elas são feitas também podem levar a resultados diferentes.

Por exemplo, em uma pesquisa eleitoral feita pelo instituto Vox Populi em janeiro deste ano, o candidato José Serra aparecia nos questionários com o nome escrito de trás para frente, o que pode ter influenciado o resultado; afinal de contas, você votaria num candidato chamado “Arres Esoj” ?

Noutro questionário anterior do Instituto Mapear, apareciam como opções de voto 1) José Serra; 2) Ciro Gomes; 3) Marina Silva; 4)"Dilma, a candidata do Lula", claramente favorecendo esta última.

Em 2006, uma pesquisa do Ibope no Maranhão apontava determinada candidata como vencedora no 1º turno com 70% dos votos; essa candidata acabou indo para o segundo turno e perdendo a eleição. Nas eleições de 2008 para prefeito de Belém do Pará, o Ibope, a duas semanas das eleições, informou aos eleitores que Valéria Pires Franco liderava, com 25% , seguida de Duciomar Costa, com 23%. Duciomar venceu com 35% dos votos, seguido de José Priante, com 19%...

Há um ano atrás, o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, declarou que o presidente Lula, apesar da alta popularidade, não conseguiria transferir seu prestígio pessoal para seu candidato. Mas na edição 2129 da Revista Isto é, ele declarou. “Errei e peço desculpas. Na vida, às vezes, você se engana”.

Noutra pesquisa do Vox Populi em abril deste ano, os pesquisadores repetiram o mesmo caminho que já tinham feito em janeiro (mesmas ruas, casas e endereços dos entrevistados), ou seja, voltar aos mesmos lugares pode ter feito a pesquisa apresentar resultados viciados.

Alguns institutos de pesquisa usam um sistema chamado “amostragem por quotas”; só que no livro Survey Sampling, de Leslie Kish (1965), o autor declara que o método não é científico, o que torna impossível avaliar se é correto.

As enquetes via internet são outro personagem que aparece muito nessa época, mas que também devem ser olhadas com alguma cautela: como ter certeza de que não aconteceu duma mesma pessoa votar repetidas vezes em determinado candidato ?

Esses exemplos são para deixar claro que pesquisas eleitorais são importantes, mas que não são profecias infalíveis e que se realizam sozinhas, afinal, como dizia o ex-presidente Itamar Franco, "os números não mentem, mas os mentirosos fazem números". Por esse motivo, a Bíblia nos aconselha: “Não seguirás a multidão para fazeres o mal” – Êxodo 23.2.

A Bíblia nos conta (1º Reis 18) o desafio entre Elias, o profeta de Deus, e os 400 profetas de Baal. Elias chama o povo a uma decisão: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o SENHOR é Deus, segui-o, e se Baal, segui-o. Porém o povo não lhe respondeu nada”.

Assim como o povo daquela época, muitos estão indecisos sobre o seu voto. Muita gente ainda está “em cima do muro”, que é um a posição perigosa (você pode cair ou ser empurrado) e desconfortável (já experimentou ficar sentado em cima de um muro por muito tempo ?).

Outros já escolheram, mas infelizmente escolheram mal. Baal naquela época era considerado o deus da fertilidade e da prosperidade, e é isso que muitos eleitores estão escolhendo: escolheram a Baal, escolheram o pecado, escolheram a corrupção, escolheram a ganância, o egoísmo, a ambição. Não estão pensando na sociedade, apenas nos seus próprios interesses, estão escolhendo seu voto apenas querendo se dar bem.

Finalmente, não se pode esquecer que assim como existem candidatos e candidatas merecendo nosso voto de confiança, existem aqueles e aquelas que estão merecendo um voto de desconfiança. São pessoas que, por causa do seu passado, ou por causa do seu presente, ou até mesmo por causa do seu futuro, de maneira alguma serão bons governantes ou bons legisladores. Precisamos identificar essas pessoas e não escolhê-las, pois muitas delas já tiveram sua chance de fazer algo bom para a sociedade e não aproveitaram a oportunidade.