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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A BIBLIA E O VOTO (1)


Na vida espiritual, Deus nos faz escolher entre a vida e a morte, a benção e a maldição. Deus nos dá o direito de escolher obedecer ou não obedecer aos seus mandamentos. Assim como na vida espiritual, assim também na vida material precisamos escolher. Infelizmente, assim como na vida espiritual, muitas pessoas não escolhem bem.

Estamos nos aproximando de mais um pleito eleitoral, em que iremos decidir os destinos de nosso País por mais 4 anos, escolhendo as pessoas que vão fazer as leis e as que vão colocar em prática essas leis. Então, precisamos escolher bem.

É verdade que muitas pessoas vão escolher na última hora, no último minuto, para quem vai o seu voto. Muitas dessas pessoas vão se tornar presas fáceis dos lobos em peles de ovelhas. Geralmente, se escolhe o candidato mais bonito, o mais simpático, o que lhe ajudou de alguma maneira, ou aquele candidato que a maioria escolheu; mas será que essas são as melhores formas de escolher ?

Em primeiro lugar, escolher o candidato mais simpático e de melhor aparência não é muito bom; afinal, a Bíblia diz: “Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça” (João 7:24). Não podemos esquecer que há alguns anos atrás o candidato Fernando Collor de Mello foi escolhido pela maioria da população justamente porque parecia jovem, dinâmico e simpático. O resultado não foi nada bom. É bom lembrar que muitos candidatos e candidatas pelo Brasil afora gastaram rios de dinheiro justamente para mudar sua imagem e conquistar a população. Infelizmente, muitas vezes muda a aparência mas não muda o conteúdo. O apóstolo São Paulo nos avisa: Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são passageiras, e as que se não vêem duram para sempre (2ª Co 4.18). Portanto, escolher o candidato ou candidata pelo que se vê não é correto.

Escolher o candidato que em algum momento passado nos ajudou, o famoso “voto de gratidão”, também não é muito recomendável. Não é por aquela pessoa ser caridosa e solidária que ele também possui a capacidade e a competência de ser um bom legislador ou um bom governador, ou bom presidente. A eleição não é para escolher santo. Por outro lado, não podemos escolher alguém só porque nos prometeu algum tipo de ajuda agora ou depois da eleição, pois isso é compra de voto, é crime eleitoral, e é pecado. “o suborno corrompe o coração”. (Ec 7.7). “Maldito aquele que aceitar suborno” (Deuteronômio 27:25). A Bíblia ainda nos lembra que até por um pedaço de pão um homem se corromperá (Provérbios 28:21), e é a pura verdade, muitas pessoas trocam seu voto até mesmo por ninharias, por coisas de pequeno valor.

Muitos eleitores pensam assim: “Eu sempre voto no candidato que está na frente nas pesquisas porque assim eu sei que vou votar em quem vai ganhar”. Essas pessoas escolhem seu candidato pela opinião da maioria, a maioria que aparece nas pesquisas eleitorais (ou seria minoria ?). Será que essa é a idéia mais correta ? Ao contrário do que muita gente diz por aí, a voz do povo nem sempre é a voz de Deus; basta lembrar que foi uma multidão que pediu a Pilatos que Jesus fosse crucificado e o assassino Barrabás fosse libertado. Era a mesma multidão que apenas alguns dias antes tinha aplaudido Jesus como o Messias; isso aconteceu porque as pessoas foram manipuladas pelos líderes religiosos daquela época para pedirem a condenação de Jesus à morte. Do mesmo jeito, muitas pessoas hoje em dia estão sendo manipuladas, estão se deixando levar pela cabeça dos outros, talvez porque pensar de maneira crítica e independente traz dor de cabeça.