quarta-feira, 5 de maio de 2010

...e as escolhas de Deus

A Bíblia nos conta (1º Sm) que Saul, o primeiro rei do povo de Israel havia se afastado de Deus e se tornado uma pessoa irritadiça, depressiva e atacada por espíritos malignos. O povo estava numa situação difícil, pois a quem poderiam recorrer para resolver aquele problema ?

Já pensou ser governado por uma pessoa instável, desequilibrada, uma psicótico maníaco-depressivo ? Já pensou ser governado por uma pessoa esquizofrênica ? Era a situação do povo de Israel naqueles dias. Pode ser a sua situação hoje também: amedrontado, sem saber para onde correr, sem esperança, sem solução.

Mas Deus não havia saído de cena. Deus ainda estava na história, e tinha algo a dizer a fazer. Deus ainda está na sua vida. Deus ainda tem algo a falar a você. Deus ainda tem uma obra a realizar em sua vida.

Então, numa linda manhã, Deus ordena ao profeta Samuel que vá até uma vila chamada Belém, na terra de Judá, uma das doze tribos de Israel.

Belém que dizer “casa de pão”. O povo estava faminto por uma solução para o problema, então Deus resolve tirar dali uma satisfação para aquelas pessoas. Você tem fome de justiça ? Você tem sede de Deus ? Você tem fome de salvação ? Você está ansioso por uma solução para o teu problema ? Deus vai satisfazer você.

Deus continua sua ordem a Samuel, dizendo que ele, ao chegar em Belém, deveria procurar um homem chamado Jessé, porque um de seus filhos tinha sido escolhido por Deus para ser rei.

Lá chegando, Jessé recebe Samuel em sua casa, muito alegre com tanta honra, afinal Samuel era ninguém menos que um profeta de Deus e o úlltimo juiz de Israel. E acompanhando Jessé estavam sua família, seus sete filhos. Ao vê-los, Samuel pensou: “com certeza é o mais velho, Eliabe, alto, forte, jeito de valente, cara de rei”; mas Deus falou-lhe ao coração “não é este”. Samuel olha para o segundo filho, Abinadabe, e Deus repete “também este não é o escolhido”. O profeta, talvez já meio confuso, vê o terceiro filho, Samá, e Deus lhe fala “também não escolhi este”. E assim com todos: nenhum dos sete jovens era o escolhido. Deus então fala ao coração de Samuel: “O Homem olha a aparência, mas o Senhor vê o coração”.

Como seria bom se nós pudéssemos ver as coisas como Deus vê. Como seria se pudéssemos ver as pessoas como realmente elas são, por debaixo das aparências, do vestir, do falar, da classe social, do dinheiro e dos bens. Mas não podemos; somente Deus tem essa capacidade. Por isso, precisamos estar em comunhão com Deus e buscar sua orientação para nossa vida, para que ele nos ilumine e nos direcione no caminho certo, nas escolhas certas.

Como está o seu coração diante de Deus ? Você acha que Deus pode te fazer um levita, mas como está o seu coração ? Deus vê além da voz. Você acha que Deus pode te fazer um pregador, mas como está o seu coração ? Deus vê além da teologia, da eloquência, do estudo. Você acha que Deus pode te fazer um obreiro, um pastor, um líder, mas como está o seu coração ? Deus vê além do paletó e da gravata, além da carteira de membro, além dos talões de dízimo.

Samuel pergunta a Jessé “acabaram-se os mancebos ? Não tem mais nenhum filho ?”. Então Jessé lembra: tem mais um, o caçula, mas está longe, no campo, cuidando das ovelhas. “Que pai desnaturado”, alguém pode pensar. A mando de Samuel, alguém vai chamar Davi, que de nada sabe e nada desconfia. E lá chegando, Deus fala a Samuel: “levanta e unge, pois é este mesmo”. Quem assistisse a cena poderia pensar “Samuel endoidou de vez, rejeitar três rapagões e escolher um rapazote fedendo a ovelha para ser rei”.

Que coisa maravilhosa é quando Deus escolhe ! Que bom quando Deus aponta para nós e fala “é este que eu quero” ! As escolhas de Deus não são lógicas nem racionais. Deus escolhe as coisas loucas para confundir as sábias. As escolhas de Deus não podem ser previstas nem adivinhadas: quem quiser apostar nas escolhas de Deus irá perder sempre. Deus escolhe as coisas fracas para confundir as fortes. Deus escolhe o que não é nada para destruir quem pensa que é tudo. Deus escolhe o que ninguém mais quer e transforma em alguma coisa que todos querem.