segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

2010

No ano de 1982, o escritor de ficção científica Arthur C. Clarke (falecido há dois anos), publicava o livro “2010: o ano em que faremos contato” (eu sei, eu li 4 vezes !). Em resumo, tratava da descoberta pela Humanidade de uma inteligência alienígena, a qual ajudava a evitar uma guerra nuclear (na época, esse era o grande medo coletivo das pessoas, em plena Guerra Fria, repleta de hostilidades entre as superpotências Estados Unidos e União Soviética).
Os anos passaram e chegamos a um 2010 bem diferente do que Arthru Clerke imaginava. A União Soviética não existe mais (apesar da Rússia manter seu estoque de ogivas nucleares como uma respeitável ameaça), os Estados Unidos tem problemas mais sérios a resolver do que construir naves espaciais tripuladas (como por exemplo, resolver o problema de seu sistema de saúde pública e decidir como tirar o pé do atoleiro do Iraque e Afeganistão sem perder muito a dignidade de superpotência). Quanto à inteligência alienígena, continua sendo uma espécie de religião para muita gente. Ao mesmo tempo que muitos não acreditam em Deus e desprezam a Bíblia, há outros que acreditam piamente que no Juízo Final (em 2012 !), discos voadores os salvarão da catástrofe.
O que não mudou mesmo foi a Humanidade: corrompida, distante de Deus, em guerra contra o próximo e contra si mesma. E a cada dia só piora mais. Verdadeiramente, a Bíblia tem razão quando nos assevere: “não há um justo, nem um sequer” (Rm 3.10).
Vemos também que realmente “Deus confunde os sábios na sua própria sabedoria” (1º Co 3.19). Apesar de grande visionário, Arthur Clarke não poderia imaginar que chegaríamos a 2010 em uma situação muito distante do que se imaginava: não colonizamos a Lua, não temos carros voadores, nossas estações orbitais são primitivas, não eliminamos a fome, a guerra e outros males da Humanidade.
Do Homem são as intenções do coração, mas de Deus a resposta d boca. Finalizo lembrando as palavras atualíssimas do apóstolo Tiago: Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece. Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo. Mas agora vos gloriais em vossas presunções; toda a glória tal como esta é maligna. (Tg 4.14-16)