sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A BIBLIA E O VOTO (2)

As pesquisas eleitoras são muitas nesta época, dos mais diversos institutos, e são importantes, o problema é que elas podem ser facilmente manipuladas, sem deixar rastros, para prejudicar ou favorecer alguém. A ordem das perguntas ou a forma como elas são feitas também podem levar a resultados diferentes.

Por exemplo, em uma pesquisa eleitoral feita pelo instituto Vox Populi em janeiro deste ano, o candidato José Serra aparecia nos questionários com o nome escrito de trás para frente, o que pode ter influenciado o resultado; afinal de contas, você votaria num candidato chamado “Arres Esoj” ?

Noutro questionário anterior do Instituto Mapear, apareciam como opções de voto 1) José Serra; 2) Ciro Gomes; 3) Marina Silva; 4)"Dilma, a candidata do Lula", claramente favorecendo esta última.

Em 2006, uma pesquisa do Ibope no Maranhão apontava determinada candidata como vencedora no 1º turno com 70% dos votos; essa candidata acabou indo para o segundo turno e perdendo a eleição. Nas eleições de 2008 para prefeito de Belém do Pará, o Ibope, a duas semanas das eleições, informou aos eleitores que Valéria Pires Franco liderava, com 25% , seguida de Duciomar Costa, com 23%. Duciomar venceu com 35% dos votos, seguido de José Priante, com 19%...

Há um ano atrás, o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, declarou que o presidente Lula, apesar da alta popularidade, não conseguiria transferir seu prestígio pessoal para seu candidato. Mas na edição 2129 da Revista Isto é, ele declarou. “Errei e peço desculpas. Na vida, às vezes, você se engana”.

Noutra pesquisa do Vox Populi em abril deste ano, os pesquisadores repetiram o mesmo caminho que já tinham feito em janeiro (mesmas ruas, casas e endereços dos entrevistados), ou seja, voltar aos mesmos lugares pode ter feito a pesquisa apresentar resultados viciados.

Alguns institutos de pesquisa usam um sistema chamado “amostragem por quotas”; só que no livro Survey Sampling, de Leslie Kish (1965), o autor declara que o método não é científico, o que torna impossível avaliar se é correto.

As enquetes via internet são outro personagem que aparece muito nessa época, mas que também devem ser olhadas com alguma cautela: como ter certeza de que não aconteceu duma mesma pessoa votar repetidas vezes em determinado candidato ?

Esses exemplos são para deixar claro que pesquisas eleitorais são importantes, mas que não são profecias infalíveis e que se realizam sozinhas, afinal, como dizia o ex-presidente Itamar Franco, "os números não mentem, mas os mentirosos fazem números". Por esse motivo, a Bíblia nos aconselha: “Não seguirás a multidão para fazeres o mal” – Êxodo 23.2.

A Bíblia nos conta (1º Reis 18) o desafio entre Elias, o profeta de Deus, e os 400 profetas de Baal. Elias chama o povo a uma decisão: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o SENHOR é Deus, segui-o, e se Baal, segui-o. Porém o povo não lhe respondeu nada”.

Assim como o povo daquela época, muitos estão indecisos sobre o seu voto. Muita gente ainda está “em cima do muro”, que é um a posição perigosa (você pode cair ou ser empurrado) e desconfortável (já experimentou ficar sentado em cima de um muro por muito tempo ?).

Outros já escolheram, mas infelizmente escolheram mal. Baal naquela época era considerado o deus da fertilidade e da prosperidade, e é isso que muitos eleitores estão escolhendo: escolheram a Baal, escolheram o pecado, escolheram a corrupção, escolheram a ganância, o egoísmo, a ambição. Não estão pensando na sociedade, apenas nos seus próprios interesses, estão escolhendo seu voto apenas querendo se dar bem.

Finalmente, não se pode esquecer que assim como existem candidatos e candidatas merecendo nosso voto de confiança, existem aqueles e aquelas que estão merecendo um voto de desconfiança. São pessoas que, por causa do seu passado, ou por causa do seu presente, ou até mesmo por causa do seu futuro, de maneira alguma serão bons governantes ou bons legisladores. Precisamos identificar essas pessoas e não escolhê-las, pois muitas delas já tiveram sua chance de fazer algo bom para a sociedade e não aproveitaram a oportunidade.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A BIBLIA E O VOTO (1)


Na vida espiritual, Deus nos faz escolher entre a vida e a morte, a benção e a maldição. Deus nos dá o direito de escolher obedecer ou não obedecer aos seus mandamentos. Assim como na vida espiritual, assim também na vida material precisamos escolher. Infelizmente, assim como na vida espiritual, muitas pessoas não escolhem bem.

Estamos nos aproximando de mais um pleito eleitoral, em que iremos decidir os destinos de nosso País por mais 4 anos, escolhendo as pessoas que vão fazer as leis e as que vão colocar em prática essas leis. Então, precisamos escolher bem.

É verdade que muitas pessoas vão escolher na última hora, no último minuto, para quem vai o seu voto. Muitas dessas pessoas vão se tornar presas fáceis dos lobos em peles de ovelhas. Geralmente, se escolhe o candidato mais bonito, o mais simpático, o que lhe ajudou de alguma maneira, ou aquele candidato que a maioria escolheu; mas será que essas são as melhores formas de escolher ?

Em primeiro lugar, escolher o candidato mais simpático e de melhor aparência não é muito bom; afinal, a Bíblia diz: “Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça” (João 7:24). Não podemos esquecer que há alguns anos atrás o candidato Fernando Collor de Mello foi escolhido pela maioria da população justamente porque parecia jovem, dinâmico e simpático. O resultado não foi nada bom. É bom lembrar que muitos candidatos e candidatas pelo Brasil afora gastaram rios de dinheiro justamente para mudar sua imagem e conquistar a população. Infelizmente, muitas vezes muda a aparência mas não muda o conteúdo. O apóstolo São Paulo nos avisa: Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são passageiras, e as que se não vêem duram para sempre (2ª Co 4.18). Portanto, escolher o candidato ou candidata pelo que se vê não é correto.

Escolher o candidato que em algum momento passado nos ajudou, o famoso “voto de gratidão”, também não é muito recomendável. Não é por aquela pessoa ser caridosa e solidária que ele também possui a capacidade e a competência de ser um bom legislador ou um bom governador, ou bom presidente. A eleição não é para escolher santo. Por outro lado, não podemos escolher alguém só porque nos prometeu algum tipo de ajuda agora ou depois da eleição, pois isso é compra de voto, é crime eleitoral, e é pecado. “o suborno corrompe o coração”. (Ec 7.7). “Maldito aquele que aceitar suborno” (Deuteronômio 27:25). A Bíblia ainda nos lembra que até por um pedaço de pão um homem se corromperá (Provérbios 28:21), e é a pura verdade, muitas pessoas trocam seu voto até mesmo por ninharias, por coisas de pequeno valor.

Muitos eleitores pensam assim: “Eu sempre voto no candidato que está na frente nas pesquisas porque assim eu sei que vou votar em quem vai ganhar”. Essas pessoas escolhem seu candidato pela opinião da maioria, a maioria que aparece nas pesquisas eleitorais (ou seria minoria ?). Será que essa é a idéia mais correta ? Ao contrário do que muita gente diz por aí, a voz do povo nem sempre é a voz de Deus; basta lembrar que foi uma multidão que pediu a Pilatos que Jesus fosse crucificado e o assassino Barrabás fosse libertado. Era a mesma multidão que apenas alguns dias antes tinha aplaudido Jesus como o Messias; isso aconteceu porque as pessoas foram manipuladas pelos líderes religiosos daquela época para pedirem a condenação de Jesus à morte. Do mesmo jeito, muitas pessoas hoje em dia estão sendo manipuladas, estão se deixando levar pela cabeça dos outros, talvez porque pensar de maneira crítica e independente traz dor de cabeça.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Operação Mãos Limpas no Amapá


Em nosso Estado do Amapá, ocorreu um verdadeiro furacão nos últimos dias, quando em 10.09.2010 a Polícia Federal deflagrou a “Operação Mãos Limpas”, prendendo diversas autoridades políticas, empresários e servidores públicos, suspeitos de desviar recursos do FUNDEB (verba para educação e escolas). Os envolvidos estão sendo investigados pelas práticas de crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, advocacia administrativa (patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública), ocultação de bens e valores, lavagem de dinheiro, fraude em licitações, tráfico de influência, formação de quadrilha (ufa!), entre outros crimes.

A notícia foi amplamente divulgada na mídia nacional e na internet (cerca de 600.000 links com as tags GOVERNADOR AMAPÁ PRESO) em 13.10.2010.

O volume de verbas federais encaminhadas ao Estado no período de 8 anos do Governo Waldez/Pedro Paulo pode chegar a 800 milhões de reais. Sendo que nas contas dos envolvidos (o STJ quebrou o sigilo bancário deles) foram encontrados cerca de R$ 300 milhões de reais.

Entre os presos, o atual governador e candidato à reeleição, Pedro Paulo Dias de Carvalho, seu antecessor Waldez Góes (candidato ao Senado), além de outras 16 pessoas. Foram também cumpridos 87 ordens de condução coercitiva (testemunhas levadas à força para prestar esclarecimentos) e 94 ordens de busca e apreensão (casas e escritórios revirados de cima a baixo para coleta de provas). Como resultado, um ônibus lotado de documentos e computadores apreendidos, além de 5 carros importados e 1 milhão de reais (encontrados na casa do Presidente do Tribunal de Contas do Estado do Amapá, Júlio Miranda).

Indagado sobre a necessidade da medida, garantiu o Procurador Geral da República que a prisão dos envolvidos era necessária, para evitar ameaça a testemunhas e destruição de provas.

"A prisão (...) é imprescindível para evitar possível influência ou coerção sobre testemunhas e destruição de provas. Todas as informações chegaram à Procuradoria Geral da República, em abril de 2010, encaminhadas pela Justiça Federal do Amapá, por causa do envolvimento de pessoas com foro privilegiado. A investigação está baseada em quebras de sigilo bancário, telefônico e provas testemunhais e documentais", diz nota do Ministério Público Federal.

O desembargador Dôglas Evangelista assumiu temporariamente o governo do Estado, já que o presidente da Assembléia Legislativa, Jorge Amanajás, encontra-se em campanha para ser o próximo governador.

Vale lembrar que, ao contrário de outras operações semelhantes já ocorridas em nosso Estado, esta veio de uma instância mais elevada, o Superior Tribunal de Justiça, na pessoa do Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA.

A prisão é temporária (5 dias), podendo ser prorrogada por mais 5 dias, e ao final transformada em prisão preventiva (sem prazo definido).

Este é o começo de uma situação difícil para os envolvidos: a investigação está na fase de inquérito policial, e depois provavelmente será transformada num processo criminal, com o oferecimento de denúncia. Será um longo processo, que correrá em Brasília, com uma possível condenação. Essas pessoas terão uma espada sobre suas cabeças por um bom tempo, até que consigam (ou não) provar sua inocência.

Circulam em nossa Capital muitos veículos com fotos dos envolvidos, candidatos a vários cargos eleitorais, com a inscrição “perseguidos”. Não deixam de ter uma certa razão; afinal, disse hoje o presidente Lula: “Quando tem roubo a gente pega. Vocês viram o que aconteceu no Amapá. Só tem um jeito de um bandido não ser preso nesse País, é não ser bandido. Porque se for bandido e a gente descobrir, a gente pega”. (http://g1.globo.com/politica/noticia/2010/09/lula-cita-prisao-de-governador-do-ap-e-diz-que-todo-bandido-e-preso.html)

De um lado, é vergonhoso que nosso Estado apareça na mídia como um feudo entregue à ambição dos que deveriam zelar pelo bem público. Nenhum cidadão de bem se sente feliz em ver as maiores autoridades de seu Estado recolhidas a um cárcere. Por outro lado, é salutar observar que as palavras de Cristo continuam se cumprindo, quando Ele nos assegurou que nada há encoberto que não haja de ser descoberto, nem oculto que não haja de ser conhecido (Mt. 10.26).

O triste é vermos alguns evangélicos (?) defendendo incondicionalmente alguns dos envolvidos, usando até o nome de Jesus. A justiça dos homens é falha, mas é a única que temos no momento, por isso não podemos nos antecipar às conclusões do STJ. Escreveu o Apóstolo Pedro (2ª Pe, 2.18-20) “Porque, falando palavras arrogantes de vaidade, nas concupiscências da carne engodam com dissoluções aqueles que mal estão escapando aos que vivem no erro; prometendo-lhes liberdade, quando eles mesmos são escravos da corrupção; porque de quem um homem é vencido, do mesmo é feito escravo. Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo pelo pleno conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, ficam de novo envolvidos nelas e vencidos, tornou-se-lhes o último estado pior que o primeiro”.

Uma eleição que estava uma verdadeira “chatice” agora sofre uma reviravolta, e o resultado é uma incógnita: conseguirão os presos temporários reverter o desgaste político que sofreram junto à população ? O que é bom vai continuar ? (afinal, podem existir outros esquemas de desvio de verbas públicas, quem sabe uma “Pés Limpos”, uma “Cabeça Limpa” engatilhados). Vamos esperar para ver.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Salmo 23 (versão Teologia da Prosperidade)

1- Sou o Senhor do meu Pastor, tudo para mim abundará!
2- Deitar-me faz em tapetes persas. Guio mansamente meu carro importado, tranquilo!
3- Refrigero meu corpo com ar condicionado. Guio-me pelas veredas do sucesso, por amor ao meu próprio nome.
4- Nunca andarei pelo vale da sombra da morte. Nunca temerei mal algum, pois rejeito a correção da vara e do cajado na minha vida.
5- Encho a minha cabeça com heresias e Ele é obrigado a transbordar meu cálice com champagne francesa (... é direito nosso, é nossa herança...)
6- Certamente que a prosperidade e a saúde me seguirão todos os dias da minha vida, pois determinarei a bênção por longos dias.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

É TEMPO DE DANÇAR ?



Quando Deus criou o homem e a mulher, foi para ter comunhão com eles. Deus nos chamou para servi-lo, para fazer a sua obra, e também para termos comunhão com ele. E adoração nada mais é do que ter comunhão com Deus. A adoração começa em nossos corações, em nosso espírito, e se espalha pela nossa alma e chega até o nosso corpo. Podemos adorar a Deus com nossas palavras, com nossas ações, com nossos recursos financeiros, com nossos conhecimentos, com nossos estudos, com nosso trabalho secular. Por isso o Salmista escreveu: "tudo aquilo que há em mim bendiga o seu santo nome"

Uma das maneiras mais comuns de adorarmos a Deus é com louvor, é com música. A música que a pessoa gosta de ouvir para se entreter, em sua casa, em seu veículo, é uma coisa, cada um ouve o que quiser. Agora, a música que será usada no templo, no culto de adoração a Deus, é outra coisa.

A música possui três partes: melodia (os sons da voz e dos instrumentos), harmonia (a combinação dos sons) e ritmo (as batidas que dizem se é rápida ou lenta). É como o ser humano: corpo, alma e espírito. O corpo está atrelado ao ritmo; a harmonia está ligada à alma; e a melodia está ligada ao espírito. Então, a maneira mais certa de ouvir uma canção é com o espírito, pois só assim a pessoa consegue realmente entender a música. E isso só é possível quando não colocamos o ritmo em primeiro lugar. O estilo musical apropriado para o cântico de adoração é o que tem como essência a melodia, pois é ela que se relaciona com o espírito. Existem estilos musicais cheios de agressividade e barulho, que balançam só o corpo, e não o coração, porque são ritmados demais.

O verdadeiro louvor faz a pessoa sentir uma alegria diferente, e às vezes até mesmo a vontade de saltar, se mexer, erguer os braços, até mesmo se movimentar com o corpo, mas tudo sem nenhuma necessidade de produção artística ou coreográfica. É algo espontâneo.

Infelizmente, tudo aquilo que Deus faz, o Inimigo das nossas almas e o próprio ser humano procuram corromper e desvirtuar. Hoje em dia, muitas canções que se dizem ser de adoração tem um ritmo arrastado, pesado, e uma batida repetitiva, quase hipnótica, que produz um clima de descontração, mas não de louvor a Deus.

Você pode perguntar: "onde está na Bíblia se pode usar esse ou aquele ritmo?". Ora, onde está na Bíblia que devemos rejeitar o cigarro? onde está na Bíblia que não devemos usar drogas? A Bíblia é um livro de promessas, de mandamentos e de princípios, então você não encontrará versículos proibindo o funk ou o rock pesado na igreja; por outro lado, existem princípios para saber o que agrada a Deus ou não (1ª Coríntios 6.12 “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas; mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas”; 1ª Coríntios 10.23 “Todas as coisas são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas são lícitas, mas nem todas as coisas edificam”; 1ª Coríntios 10.31 “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais, qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus”; 1ª João 2.15“Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.”).

Quando alguém critica certas canções atuais, as pessoas dizem logo: “ah, fulano só gosta de hinos antigos, da harpa cristã”. Mas o que devemos valorizar é o que está de acordo com a Palavra de Deus, seja uma música de hoje ou de ontem. Infelizmente, hoje em dia são cada vez mais raras as músicas que falem de Jesus e sua obra redentora. Muitas delas só fazem sucesso porque as pessoas gostam do ritmo, e não tanto por causa das letras. E as letras às vezes são muito pobres, geralmente só falam de "sonhos", de triunfo do crente (não do triunfo de Jesus), falam que a nossa história será mudada, falam de anjos que sobem e descem, e outras novidades gospel e modismos neopentecostais.

É claro que figuras de linguagem poéticas podem ser usadas nos louvores, mas tudo tem limite. Afinal de contas, que Deus esquisito é esse que vem saltando pelos montes para incendiar a sua igreja, como canta uma canção muito conhecida ?
Não devemos ser radicais, mas também não devemos nos deixar guiar pela opinião da maioria. Afinal, o próprio Jesus perdeu uma multidão de seguidores quando pregou a verdade. Não devemos aceitar toda e qualquer manifestação, mas sim provar se os espíritos realmente são de Deus.

Grande parte da juventude, influenciada por cantores e grupos que não têm compromisso com a Palavra, valoriza mais o estilo em si do que o conteúdo da música.

Muitas canções gospel parecem um carro levemente acidentado, apenas com um arranhão ou um amassado na lataria, alguns deslizes na letra aqui e ali mas a maior parte pode ser aproveitada; outras, infelizmente, são caso de perda total, porque o estilo musical é dançante e inapropriado para o louvor na casa de Deus, e a letra não tem pé nem cabeça, não fala de Jesus e sua obra redentora.

Os hinos antigos, claro, também têm os seus defeitos, pois perfeição absoluta só encontramos na Palavra de Deus. Mas hoje a situação é muito pior, pois até o funk, o hip-hop e outros ritmos altamente sensuais são usados nas igrejas com a maior naturalidade.

Portanto, músicas que tem conteúdo duvidoso devem sim ser julgadas à luz da Palavra de Deus, e se não passarem na peneira devem ser colocadas fora do meio evangélico, pois todas as coisas nos são lícitas, mas nem todas nos convém.

Outra forma de adoração muito usada nas igrejas e comunidades evangélicas hoje em dia é a dança. No dicionário, dança significa: “movimentar o corpo em certo ritmo geralmente seguido de música. Ir de um lado para outro, balançar”. Já os profissionais da dança dizem que ela é uma forma de expressão artística coordenada, onde se expressam todos os seus sentimentos e emoções através dos movimentos corporais.
Se a dança fosse usada com seriedade e como arte para louvar a Deus, talvez pudesse ser um ótimo instrumento para adorar ao Senhor, mas como o ser humano é habilidoso em distorcer, em inovar, em inventar, o seu uso na adoração ainda traz uma série de problemas.

Uma canção muito popular entre os crentes de hoje diz “o tempo de dançar chegou; o tempo de cantar chegou”. É verdade que para o crente sempre é tempo de cantar louvores. Mas estamos num tempo em que devemos também chorar pelos pecados do mundo, clamar a Deus pela salvação dos perdidos, e buscar mais a Deus. Com a multiplicação da iniquidade nos últimos dias, é tempo de evangelizar, de vigiar, de guardar o que temos recebido do Senhor. Cantar é importante, mas isso não deve ser a nossa tarefa nº 1. As últimas palavras de Jesus antes de subir ao céu foram “ide por todo o mundo e pregai o evangelho”. Por isso, o certo seria dizer: "O tempo de pregar chegou".

Na verdade, o tempo de dançar não chegou e nunca chegará, porque ao longo da História, a dança nunca esteve presente na liturgia das igrejas cristãs. É claro que uma ou outra pessoa falava em “dança no Espírito”, e outras até cantavam, sem dançar, o corinho “Se o Espírito de Deus se move em mim, eu danço como Davi”. Mas por que agora esse assunto tão polêmico passou a ser tratado como coisa natural? Por que a dança, de uma hora para outra, se tornou tão necessária para um culto de louvor a Deus ?
A Palavra de Deus diz que há diversos ministérios, ou seja, o Espírito Santo atua de várias maneiras diferentes, mas em lugar nenhum trata do ministério da dança. O ministério da dança não foi um dos ministérios deixados por Jesus para sua Igreja. O ministério da dança não foi usado por nenhum dos apóstolos, que organizaram o culto ao Senhor conforme tinham aprendido com o próprio Jesus.

Muitas igrejas que tem seus grupos de danças estão deixando de pregar sobre a vinda de Jesus, sobre o pecado, sobre arrependimento e mudança de vida. Por que será ? Muitos que vão a uma igreja para dançar no espírito saem de lá dizendo foi tudo muito legal, mas ninguém fala que saiu impactado pela palavra, que vai mudar de vida, que vai ser um cristão melhor. Por que será ?

Algumas perguntas precisam ser feitas: afinal de contas, que edificação a dança traz para a Igreja ? Será que estamos glorificando a Deus dançando ? Realmente precisamos de dança na igreja ? Não seria melhor voltar à estratégia da Igreja Primitiva: oração, comunhão, ensino bíblico e pregação da Palavra ? Afinal, funcionou muito bem por vários séculos, e foi com essa estratégia que o Evangelho alcançou todo o Império Romano.

Interessante que a maioria dos ministérios de dança é formado só por mulheres, às vezes com roupas coladas ao corpo, curtas, decotadas e transparentes. Fica meio difícil adorar a Deus desse jeito. Devemos adorar a Deus com nossos corpos sim, mas nos apresentando como sacrifícios vivos ao Senhor, como lemos na carta de Paulo aos Romanos, capítulo 12, versículo 1º.

Nessas horas muita gente lembra a dança de Miriã, irmã de Moisés, depois do povo judeu atravessar o Mar Vermelho. Só que ninguém lembra que depois disso ela nunca mais foi usada pelo Espírito de Deus para profetizar, ficou enciumada e tentou derrubar seu irmão Moisés da liderança do povo, por isso Deus teve que castigá-la com uma semana de lepra.

Aliás, por falar em Moisés, o grande profeta nunca dançou, mas em compensação ele adorou a Deus com um cântico espiritual que ficou registrado lá no céu (Ap 15v3).
Muita gente também lembra a dança do rei Davi quando trouxe a arca da aliança para Jerusalém. Mas é interessante que a Bíblia relata que o rei Davi organizou escalas de porteiros, de cantores, de músicos, de sacerdotes e de levitas para o culto a Deus, mas não falou nada sobre a dança, nem organizou escalas de levitas bailantes. Se a dança era tão importante para o serviço do culto a Deus, porque ele não cuidou disso ?

É bom lembrar também que os profetas de Baal dançavam e até profetizavam para que o deus deles respondesse, só que não aconteceu nada. Mas quando Elias chamou todo o povo, ele mostrou que adoração verdadeira é bem diferente daquela que os profetas de Baal apresentaram, Elias orou, não dançou, Deus mandou fogo do céu, e os profetas dançarinos foram mortos pelo povo.

É claro que podemos aceitar as coreografias, feitas aqui e ali, em ocasiões especiais, com todo um preparo cuidadoso. Se forem bem feitas, podem até passar uma excelente mensagem. Eu pessoalmente lembro-me de duas feitas coreografias pelos jovens da UMADMA (União de Mocidade da Assembléia de Deus em Macapá) há alguns anos atrás com o hino 212 da Harpa Cristã e com a canção “Soldado ferido”, do cantor Júnior, e foram coreografias que mostraram muito bem como é o combate do cristão, e como precisamos ajudar os fracos na fé. Mas as exceções não devem se transformar em regra.

1ª Coríntios 6.20 diz que devemos glorificar a Deus com o corpo, mas isso não quer dizer dançar. Qualquer pessoa com um pouco de inteligência vai entender nesse versículo que glorificar a Deus com o corpo significa não pecar contra o Senhor por meio do corpo.

A dança no culto não é uma questão cultural, como muitos pensam. Não é porque o povo brasileiro tem samba no pé que estamos autorizados a sambar na casa de Deus. A cultura e os costumes não são maiores que o Evangelho, muito pelo contrário. A dança no culto a Deus não é questão de cultura! No templo a Deus NUNCA houve dança! Não se deve confundir cultura com adoração.

Muitas pessoas dizem: “Ah, mas eu quero dançar, gosto de fazer isso e sinto de que Deus vai receber”. Bom, é perigoso se deixar levar por sentimentos, pois a Bíblia diz no Livro do Profeta Jeremias (17.9) que “enganoso é o coração”. O apóstolo São Paulo disse: "Eu SEI em quem tenho CRIDO", ele não disse “eu sinto em quem tenho crido”. E João, que muitos chamam de apóstolo do amor, era também o apóstolo da CERTEZA. Por diversas vezes nas suas cartas ele disse: "SABEMOS", mas poucas vezes disse “sentimos”. Todos nós sentimos, mas isso não é o jeito de saber o que é certo e errado. Paulo sentiu que devia pregar na Ásia e na Bitínia. Estava errado! Davi sentiu que deveria construir o Templo. Errou! Sentir faz parte da vida, mas quanto ao que oferecemos a Deus, devemos SABER o que estamos fazendo. Devemos ter CERTEZA de que estamos agradando a Deus. E só a Bíblia têm a resposta.

Então, quem quiser que dance e assuma a responsabilidade diante de Deus. Mas não venha dizer que o culto precisa de danças para agradar ao Senhor. As reuniões evangélicas sobreviveram sem danças durante muito tempo, e Deus sempre operou conversões, milagres e maravilhas. Por que somente agora vamos usar isso ? Será que o Evangelho de Cristo ficou tão fraco e chato que precisamos enfeitar um pouco para que os pecadores venham a Jesus ? Basta lembrar que as milhares de almas que recentemente se decidiram a Cristo na Cruzada do Pr. Silas Malafaia vieram pela pregação da Palavra de Deus, não por causa de alguma dança.

Várias igrejas estão aceitando as danças para preencher um espaço vazio, porque lhes falta o principal: salmo, doutrina, revelação, língua e interpretação (1 Co 14.26). Um culto de verdade pode passar muito bem sem dança, tanto que passou por séculos. Mas um culto de verdade não pode ficar sem a genuína manifestação do Espírito, sem a Palavra de Deus e os verdadeiros louvores.

Só precisamos entender que o culto é para Deus, e não para agradar pessoas; Só precisamos entender que a maneira de Deus falar, no culto, não é por meio de danças, e sim pela Palavra.

Existe até quem diga que dançar é bom para emagrecer. Claro que qualquer crente pode fazer isso, basta se inscrever numa academia de dança e entrar em forma ao som do tango, do samba ou do tecno-brega; mas o templo de Deus não é uma academia de ginástica.

A verdade é que não existe um versículo sequer na Bíblia nos mandando ou nos autorizando a dançar na casa de Deus! Os dois únicos textos que poderiam supostamente ser usados como incentivo à dança estão nos Salmos 149 e 150. Mas essas passagens não tratam do culto evangélico. Aliás, alguns estudiosos da Bíblia até defendem que a palavra que nós traduzimos como “dança” na verdade significa “flauta” ou “harpa”. Afinal de contas, a Bíblia foi traduzida para várias linguagens, e sempre tem ocorrido aqui e ali alguns erros de tradução que são constantemente corrigidos e revisados.

Dançar agrada ao dançarino que balança o corpo (e não o coração); dançar agrada quem assiste à "apresentação", mas definitivamente dançar não edifica a fé de ninguém.
É bem verdade que muitos líderes evangélicos tem permitido e incentivado o uso de danças nas reuniões de suas igrejas e comunidades. Mas isso acontece porque, algumas pessoas, na vontade de quebrarem paradigmas, acabam é removendo os marcos antigos, e assim dando lugar a doutrinas de homens e ensinos de espíritos enganadores Na verdade, o que quebra paradigmas é o Espírito Santo de Deus, e depois os frutos que as pessoas dão, ou seja, os testemunhos de uma vida cristã santificada. Pessoas santas e ungidas produzirão frutos bons, danças santas e ungidas! Quando isso acontece, as resistências vão caindo e, em vez de opositores, vamos ganhando intercessores! Afinal, não é por força, nem por violência, mas pelo Espírito de Deus.

Não é porque líder fulano ou sicrano apóia a dança que somos obrigados a acompanhar sua opinião. Afinal de contas, a autoridade ministerial e a posição eclesiástica não estão acima da Palavra de Deus. As Sagradas Escrituras olham para todos nós de cima para baixo. Não é porque o “anjo da igreja” apóia determinado tipo de comportamento que devemos nos conformar e apoiar também. Aliás, por falar em “anjo da igreja”, no livro do Apocalipse foram escritas 7 cartas para 7 igrejas, palavras diretas de Deus para os líderes daquelas congregações, e quase todos foram repreendidos por Cristo por aceitarem determinadas situações em suas igrejas: Éfeso deixou o primeiro amor, Pérgamo tolerava nicolaítas e seguidores de Balaão, Sardes tinha obras imperfeitas Tiatira tolerava a falsa profetiza Jezabel, e Laodicéia era morno e arrogante. Somente o anjo da igreja de Filadélfia recebeu 100% de louvor. Então, não importa se quem apóia determinado costume ou comportamento é o pastor, o profeta, o apóstolo, o patriarca, o paiapóstolo ou quem quer que seja. Se não estiver de acordo com a Palavra de Deus, DEVEMOS REJEITAR, como bem aconselhou o apóstolo Paulo: “ainda que um anjo do céu, ou nós mesmos, vos anuncie outro evangelho, seja maldito”.

Tudo isso que temos falado são sinais da volta de Cristo. Conforme os tempos se findam, mais o engano e a mentira irão penetrar no meio do povo de Deus, e mais os cristãos verdadeiros devem ficar alertas.

É interessante que as pessoas que defendem essas novidades neopentecostais sentem a necessidade constante de estar reafirmando seus pontos de vista para o povo. Se realmente fosse algo de Deus, não haveria necessidade disso, porque o próprio Espírito Santo certamente tocaria nos corações dos crentes para aceitarem aquela nova unção, aquela nova visão.

Para quem não concorda, a saída não é se conformar ou sair de uma igreja para outra, até porque não devemos nos conformar com os erros que existem em nossas congregações e comunidades, devemos é corrigi-los, pois a igreja de Cristo dever ser a coluna e a firmeza da verdade.

Entendemos e respeitamos quem tem um ponto de vista diferente, mas a Palavra de Deus nos ensina a fazer tudo com decência e ordem. Aliás, é engraçado observar que muitas pessoas que defendem um novo estilo de adoração tratam para os crentes mais conservadores como se fossem frios, secos, sem unção, etc.

Se querem respeito, respeitem a maneira do outro adorar a Deus, mesmo que sem palmas, sem danças e sem retetés. Mostrem que realmente a adoração extravagante, a nova unção e a visão do Reino realmente transformaram suas vidas.

É errado dizer que não devemos questionar nem perguntar. Afinal, o espiritual discerne bem tudo. Devemos discernir o que é certo e o que é errado.

Podemos dar várias interpretações para o que quisermos, mas a resposta da Bíblia é UMA só. Não queremos nos arvorar em donos da verdade, pois somente a Bíblia é a dona da verdade. Então por que cada um deve ter a sua resposta, se somente a Palavra de Deus tem a resposta certa?

Precisamos decidir: O que vamos fazer no templo, louvar a Deus ou buscar diversão ? Sinceramente, quem quiser diversão deve procurar isso em outros lugares, pois o templo é lugar de oração, louvor e ensino da Palavra.

Concluímos que na Bíblia de fato não há nenhum apoio à introdução de danças no culto a Deus. Disso podemos ter certeza, que é maior que qualquer sentimento que possamos ter. Afinal de contas, nosso culto deve ser RACIONAL, e não emocional.

Vamos prestar atenção à manfeira que estamos louvando e adorando a Deus, e em vez de uma intimidade forçada, teremos uma verdadeira comunhão com Ele.