sexta-feira, 30 de abril de 2010

BUSCAI-ME E VIVEREIS (PARA FECHAR O MÊS DE ABRIL)

BUSCAI-ME E VIVEREIS
(Manto Profético / Vinho Novo)

Cada vez mais violência, mais maldade na terra
parece que o amor morreu, e a loucura reina
sobre a humanidade.
Jovens acabados,filho abandonados
ao preço do prazer, e decidir apenas os interesses

Onde está a justiça e a vingança ?
Onde está o castigo e a razão?
Por que calas-te, Senhor, e nos esqueces ?
Como podes permitir tamanha dor?

Onde está aquele Deus, o Deus de Elias
que de vez enquanto se deixava ouvir?
quanto tempo falta para Seu Espírito vir?

Néscios como crianças, tolos cachorrinhos
Gostamos de brincar, e de perguntar
o que faz tempo já sabemos.

Deus segue falando, segue ainda respondendo
e aquele que quer ouvir, pode perceber
Sua voz de amor.

Como posso derramar, do meu Espírito
se meus filhos não se voltam para mim,
cinge-te agora como um varão valente,
Eu falarei e tu contestarás a mim

Onde estão aqueles homens como Elias?
que deixaram tudo para Me seguir,
que romperam compromissos com o mundo
só para agradar a mim ?
Onde estão aqueles três que em Babilônia
prefiraram ser queimados a ceder ?
Onde está aquele Daniel que me adorava?
Onde está a santidade de José?
Onde está o menino que matou um gigante?
Onde está o sucessor de Josué?
Onde estão as mulheres dedicadas
como Ester?

Jovens acabados, filho abandonados,
ao preço do prazer, e pagam inocentes
os horrores de outros

Se meu povo se voltasse e me buscasse
renovando assim sua entrega e sua fé,
se Me amassem como eles amam seus caminhos,
e esquecessem os rancores do passado
Eu abriria as janelas dos céus
e da terra, e hoje veria meu poder

Entretanto, repito como antes
buscai-me e vivereis

quinta-feira, 29 de abril de 2010

TROCA DE REVISTA DA ESCOLA DOMINICAL

Neste primeiro trimestre de 2.010, a CPAD (Casa Publicadora das Assembléias de Deus) lançou como tema de sua revista da escola dominical o estudo do livro do profeta Jeremias, com o tema “Esperança em tempos de crise”.

Particularmente, achei muito apropriada a escolha desse assunto. Nos dias em que vivemos, não apenas o mundo está em crise, mas também a própria Igreja de Cristo, que muitas vezes tem perdido parte de sua identidade e negligenciado suas raízes evangélicas.

Em nossa cidade (Macapá-AP), fazemos parte da equipe de um programa de rádio chamado “A Boa Semente”, que vai ao ar todos os sábados, das 9h à 10h30min, na Rádio Forte, frequência 99.9 FM. Nesse programa radiofônico, comentamos as lições de crianças, adolescentes, jovens e adutos, com destaque para esta última, e muitas vidas tem sido edificadas pelos comentários trazidos pela minha pessoa, além do Pr. Kleyzer Bruce, Missionária Adiracy e Professor Edred.

Mas foi com certa preocupação que tomei conhecimento que algumas igrejas da Região Norte abandonaram o estudo dessa lição, adotando outra revista de estudo bíblico, pois entenderam que os assuntos recentemente abordados (como na lição anterior, que tratava de 2ª Coríntios) seriam uma espécie de ataque disfarçado da liderança da CGADB (Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil) contra igrejas e ministérios não-alinhados com as diretrizes da mesma, e que não “rezam pela cartilha” do Pr. José Wellington, atual Presidente.

Na remotíssima hipótese de ser isso verdade, quem estaria a prestar contas a Deus seria a Presidência da CGADB, e não as igrejas e ministérios "rebeldes". Mas e se a "rebeldia" não for contra ordenanças humanas, e sim contra mandamentos bíblicos ?

Na minha humilde opinião, é muito perigoso quando buscamos pretextos e motivos para rejeitarmos a repreensão bíblica. O povo de Israel fez isso durante parte da sua história, rejeitando a mensagem dos profetas de Deus, como Jeremias e outros. Deus condenava a vida idólatra e pecadora daquela nação, e eles desculpavam-se dizendo que tudo que sofriam era por culpa dos pecados de seus pais, ou ainda que a mensagem do profeta era falsa, ou ainda que Deus cuidaria deles sempre porque o Templo de Salomão estava construído em suas terras. O resultado é bem conhecido: 70 ANOS DE CATIVEIRO EM BABILÔNIA.

Quando nossa conduta é confrontada com o padrão bíblico e achada em falta, temos duas saídas: confessarmos nossos pecados e abandonarmos nosso erro, ou então mudamos o oráculo que nos fala. O Apóstolo Paulo já nos advertia há quase 2000 anos atrás que muitos escolheriam a segunda opção: “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;” (2ª Tm 4.3).

É exatamente isso, no meu entender, que representa a mudança de revista da Escola Dominical, trocando-se a da CPAD por outra qualquer. É voltar as costas para o oráculo da Palavra de Deus, e procurar ouvir algo que nos agrade. É tapar os ouvidos para a mensagem e buscar a massagem do nosso ego. Quando não suportamos mais ouvir Deus falar, mesmo através de uma simples lição de escoal dominical, estamos quase no fundo do poço da nossa vida espiritual.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

PRECISAMOS...

Precisamos guardar a Palavra de Cristo e não negar o Seu Nome.

Precisamos entender que a obediência a Deus não significa uma vida perfeita e abençoada, sem problemas e dificuldades.

Precisamos entender que a fé em Cristo não nos coloca numa bolha protetora, onde nada de mal nos atingirá.

“Tudo posso naquele que me fortalece”. Muitos repetem esse versículo como uma frase mágica, um amuleto, mas deviam lembrar que em Cristo (que nos fortalece) podemos tudo, tudo mesmo.

Podemos até mesmo sofrer doenças, podemos até morrer de câncer, podemos até sofrer de depressão, podemos até passar tribulações nesta vida.

Podemos até partir desta vida de maneira terrível, como aconteceu com os pastores José Valadão de Souza e Nelson Palmeira dos Santos, da Assembléia de Deus, mortos num acidente ocorrido no dia 24/02/2010, na Rodovia do Contorno, trecho da BR 101 que liga Serra a Cariacica na região metropolitana de Vitória, no Espirito Santo.

Podemos tudo isso, sem que signifique que algo está errado em nossa comunhão com Deus.

A pergunta que não quer calar, encontramos no Evangelho de Lucas, 18.8: "Quando vier o Filho do Homem, porventura ainda achará fé na Terra ?"

A resposta cabe a cada um de nós.

terça-feira, 27 de abril de 2010

AS PALAVRAS TEM PODER !

A linguagem evangélica tem sofrido mudanças radicais. Isso é resultado da mudança de idéias e costumes dos cristãos.

Antes suplicávamos a Deus, agora exigimos, determinamos, decretamos e profetizamos.
Antes nos ajoelhávamos aos pés de Cristo, agora encostamos Deus na parede.
Antes louvávamos a Deus, agora cantamos pro diabo ouvir.
Antes íamos à Escola Dominical, agora vamos orar no monte.
Antes buscávamos a face de Deus, agora buscamos o reteté de Jeová.
Antes perdoávamos, de todo nosso coração; agora, liberamos perdão.
Antes cantávamos, agora ministramos louvor.
Já fomos protestantes, “bíblias”, “crentes”, agora somos gospel.
O viver para Cristo, o viver pela fé, o viver da Palavra, foi trocado pelo viver no sobrenatural de Deus.
Antes nos preparávamos na Terra para ir morar no céu, agora queremos trazer o céu para a terra.
Antes nós evangelizávamos nas praças e ruas, distribuindo de casa em casa humildes folhetos, às vezes mesmo em papel jornal, que falavam de Jesus e do seu Evangelho; agora, ficamos satisfeitos em ir nas praças e declarar que nossa cidade, nosso Estado, nosso País, são do Senhor Jesus, e amarrarmos as potestades da violência, do suicídio e dos problemas sociais, como se isso resolvesse tudo.

Muitos cristãos de hoje precisam se arrepender e voltar ao primeiro amor; muitos dos líderes de hoje precisam lembrar-se de onde caíram e tornar às primeiras obras; muitas igrejas de hoje em dia precisam voltar a viver na dependência de Deus, guardar o que ainda tem de vida com Deus até que Cristo volte.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

(IN)GRATIDÃO GOSPEL

Muitas das novas igrejas, denominações e comunidades que conhecemos hoje em dia tiveram seus líderes nascidos e criados em igrejas evangélicas tradicionais e pentecostais, como a Batista, a Quadrangular, a Metodista, a Assembléia de Deus, entre outras. Então, por quê algumas dessas pessoas atualmente adotaram uma postura de rejeição de suas raízes evangélicas, esquecendo-se que foi na Igreja Batista que tiveram um encontro com Cristo, que foi na Quadrangular que foram libertos dos vícios, que foi na Assembléia de Deus onde receberam o revestimento do Espírito Santo ? Tais pessoas acabam indiretamente negando a fé em Cristo, passando a crer mais na placa da igreja onde congregam, tendo mais fé no templo de Deus do que no Deus do templo.

Alguns dos novos crentes de hoje demonstram até mesmo uma certa ingratidão com suas raízes evangélicas. Não se lembram que foi a primeira geração de evangélicos que desbravou florestas para falar de Jesus aos caboclos e ribeirinhos, enfrentando fome e frio, sofrendo e morrendo de malária e outras doenças tropicais, remando horas e horas para ganhar uma alma para Cristo, dirigindo cultos à luz de velas e lampiões em lugares onde nem a Coca-Cola nem os Correios haviam chegado, muitas vezes se alimentando apenas das frutas que caíam das árvores. Tudo isso com um único objetivo: cumprir o IDE de Jesus.

E foi essa primeira geração, que alguns acham “careta, quadrada, igrejeira, sem visão de Reino”, foi essa geração que deixou alguns “presentes” para os que estão chegando agora: templos bem construídos, rol de dizimistas bem consolidado, obras e trabalhos sociais estabelecidos, livros e canções inspirados que falam ao coração e trazem a presença de Deus, e (por que não dizer ?) uma sociedade mais aberta ao Evangelho.
Aliás, visão do Reino pode ser até maior que uma igreja, comunidade, ministério ou denominação, mas não é maior que a Igreja.

Essa primeira geração de evangélicos fez tudo isso sem precisar se envolver na política e nas politicagens, sem usar ritmos mundanos para “sacudir o esqueleto das ovelhas” e “entreter os bodes”, sem precisar de uniformes brilhantes e danças bem coreografadas, sem que fosse necessário “exorcizar” o dinheiro para fora dos bolsos dos fiéis.

Por que estamos sendo ingratos a eles ? Por que estamos desprezando sua herança ? Por que, com a desculpa de “quebrar paradigmas” e “quebrar regras”, estamos removendo os marcos antigos que nossos pais deixaram, liberando o proibido e proibindo o que deveria continuar liberado ? O que está acontecendo com a atual geração de evangélicos ? Por que estão querendo reinventar a roda e descobrir de novo o fogo ? Será que tudo que existia antes, estava errado e não prestava ? Deus podia até não fazer as pessoas caírem no poder, não dar dentes de ouro para os crentes, podia até não derramar a “unção de ousadia e de conquista”, mas em compensação salvava, curava e batizava com fogo do céu, e além disso transformava bandidos, prostitutas, marginais, viciados e párias de todo tipo em pessoas de bem, mães e pais de família, honestos patrões e empregados.

Pretendendo ter uma “visão além do alcance”, muitos estão ficando cegos espiritualmente. Pretendendo viver por fé, muitos estão andando por vista. Pretendendo ser “impactados”, muitos cristãos acabam ficando afastados de Deus.

Tenhamos cuidado, há muitos séculos atrás um querubim ungido, um anjo de uma alta classe espiritual, também quis “romper seus limites naturais” e “subir a níveis mais altos”, mais exatamente, ele queria subir ao trono de Deus. Seu nome era Lúcifer. O resto da história nós conhecemos.

Que Deus nos ajude e tenha misericórdia de nós.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Restauração da Igreja - parte 2

Fala-se muito hoje em dia na "restauração dos 5 ministérios", como se durante muitos séculos Deus tivesse deixado de levantar pastores, profetas, apóstolos, doutores e mestres na Palavra. Será que a Igreja estava tão ruim antes, e somente agora, com as novas revelações, a nova unção, as novidades gospel, só agora Deus está agindo no meio do seu povo ? Isso combina com o Deus da Bíblia ?

É verdade que nem sempre houve pessoas nas igrejas com o título de apóstolos, mas sempre houve pessoas com ministério apostólico; basta lembrar do Pr. Otoniel Alencar, chamado de "Apóstolo da Amazônia" por seu trabalho de evangelização e desbravamento na Região Norte, especialmente em nosso Estado do Amapá.

Nem sempre houve pessoas com título de Mestre ou Doutor nas igrejas, mas sempre houve pessoas com o ministério do ensino, com o dom de ler, sistematizar, interpretar e ensinar as Sagradas Escrituras ao povo. Também não faltaram pastores e pessoas com o dom pastoral, de apascentar o povo; Por fim, também não deixaram de existir profetas e pessoas com o ministério profético (embora hoje em dia existam mais profetizadores do que profetas...).
Deus nunca deixou de se manifestar entre o seu povo, apesar de todo o pecado e perseguição que acompanharam a igreja de Cristo.

Então, qual é essa restauração de ministérios, que tanto se busca e de que tanto se fala?

É bem possível que tudo isto seja apenas o que o Apóstolo Paulo já tinha nos avisado em sua 1ª Carta a Timóteo, 4.1,2: “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência”.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Restauração da Igreja - parte 1

Ide, fazei discípulo de todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a guardar todas as coisas que vos tenho ensinado. (Mt 28. 19-20)
Quando Jesus Cristo passou por esta terra, deixou aos seus seguidores uma tarefa. Não foi entreter as pessoas. Não foi divertir as pessoas, não foi agradar a sociedade; não foi bajular os poderosos.
O verdadeiro trabalho da Igreja de Cristo neste mundo é anunciar o Evangelho e proclamar as boas-novas de salvação para a Humanidade, através da fé em Cristo Jesus. Essa é a prioridade da igreja. Se em cada templo evangélico existisse uma lista de tarefas, pregar o Evangelho seria a primeira delas.
Mas é isso que os cristãos de hoje estão fazendo ? Nem sempre. Na verdade, alguns deles estão fazendo exatamente o contrário do que a Bíblia recomenda. Uma crise de identidade parece ter começado em muitas igrejas, comunidades, ministérios e denominações. Muitos estão se esquecendo quem são, estão se esquecendo de quem Deus é.
Hoje se fala muito no meio evangélico em "restauração" da igreja. Até parece que a Igreja de Cristo viveu por muitos séculos derrotada e sem forças para resistir ao mal, e somente agora nestes últimos tempos a nova geração descobriu como fazer as comportas dos céus se abrirem e as bençãos e o poder serem derramados sobre os cristãos. Mas se isso fosse mesmo verdade, como ficariam as palavras de Jesus, quando disse: "Edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" ?
É interessante que essa idéia da igreja derrotada aparece também em algumas seitas religiosas, que ensinam ter existido uma época em que Deus lhes revelou que todas as correntes evangélicas e igrejas estavam erradas, e Deus levantou um líder para reerguer a igreja verdadeira.
A igreja de Cristo não precisa ser restaurada, precisa apenas voltar ao primeiro amor, volver às primeiras obras, e aguardar a volta triunfal de Cristo.