sábado, 30 de janeiro de 2010

Carta a um Universitário Cristão

Caro irmão em Cristo,

Você tem o privilégio de freqüentar um curso superior, algo que não está disponível para muitos brasileiros como você. Mas esse privilégio implica em muitas responsabilidades e em alguns desafios especiais. Um desses desafios diz respeito a como conciliar a sua fé com determinados ensinos e conceitos que lhe têm sido transmitidos na vida acadêmica.
Até ingressar na universidade, você viveu nos círculos protegidos do lar e da igreja. Nunca a sua fé havia sido diretamente questionada. Talvez por vezes você tenha se sentido um tanto desconfortável com certas coisas lidas em livros e revistas, com opiniões emitidas na televisão ou com alguns comentários de amigos e conhecidos. Porém, de um modo geral, você se sentia seguro quanto às suas convicções, ainda que nunca tivesse refletido sobre elas de modo mais aprofundado.
Agora, no ambiente secularizado e muitas vezes abertamente incrédulo da universidade, você tem ficado exposto a idéias e teorias que se chocam frontalmente com a sua fé até então singela, talvez ingênua, da infância e da adolescência. Os professores, os livros, as aulas e as conversas com os colegas têm mostrado outras perspectivas sobre vários assuntos, as quais parecem racionais, científicas, evoluídas. Algumas de suas crenças e valores parecem agora menos convincentes e você se sente pouco à vontade para expressá-los.
No intuito de ajudá-lo a enfrentar esses desafios, eu gostaria de fazer algumas considerações e chamar a sua atenção para alguns dados importantes.
Em primeiro lugar, você não deve ficar excessivamente preocupado com as suas dúvidas e inquietações. Até certo ponto, ter dúvidas é algo que pode ser benéfico porque ajuda a pessoa a examinar melhor a sua fé, conhecer os argumentos contrários e adquirir convicções mais sólidas. O apóstolo Paulo queria que os coríntios tivessem uma fé testada, amadurecida, e por isso recomendou-lhes: “Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos” (2 Co 13.5). As dúvidas mal resolvidas realmente podem ser fatais, mas quando dão oportunidade para que a pessoa tenha uma fé mais esclarecida e consciente, resultam em crescimento espiritual e maior eficácia no testemunho. O apóstolo Pedro exortou os cristãos no sentido de estarem “sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós” (1 Pe 3.15).
Além disso, você deve colocar em perspectiva as afirmações feitas por seus professores e colegas em matéria de fé religiosa. Lembre-se que todas as pessoas são influenciadas por pressupostos, e isso certamente inclui aqueles que atuam nos meios universitários. A idéia de que professores e cientistas sempre pautam as suas ações pela mais absoluta isenção e objetividade é um mito. Por exemplo, muitos intelectuais acusam a religião de ser dogmática e autoritária, de cercear a liberdade das pessoas e desrespeitar a sua consciência.
Isso até pode ocorrer em muitos casos, mas a questão aqui é a seguinte: Estão os intelectuais livres desse problema? A experiência mostra que os ambientes acadêmicos e científicos podem ser tão autoritários e cerceadores quanto quaisquer outras esferas da atividade humana. Existem departamentos universitários que são controlados por professores materialistas de diversos naipes – agnósticos, existencialistas e marxistas. Muitos alunos cristãos desses cursos são ridicularizados por causa de suas convicções, não têm a liberdade de expor seus pontos de vista religiosos e são tolhidos em seu desejo de apresentar perspectivas cristãs em suas monografias, teses ou dissertações.
Portanto, verifica-se que certas ênfases encontradas nesses meios podem ser ditadas simplesmente por pressupostos ou preconceitos anti-religiosos e anticristãos, em contraste com o verdadeiro espírito de tolerância e liberdade acadêmica. Você, estudante cristão que se sente ameaçado no ambiente universitário, deve lembrar que esse ambiente é constituído de pessoas imperfeitas e limitadas, que lidam com seus próprios conflitos, dúvidas e contradições, e que muitas dessas pessoas foram condicionadas por sua formação familiar e/ou educacional a sentirem uma forte aversão pela fé religiosa.
Tais indivíduos, sejam eles professores ou alunos, precisam não do nosso assentimento às suas posições anti-religiosas, mas do nosso testemunho coerente, para que também possam crer no Deus revelado em Cristo e encontrem o significado maior de suas vidas.
Todavia, ao lado dessas questões mais pessoais e subjetivas, existem alegações bastante objetivas que fazem com que você se sinta abalado em suas convicções cristãs.
Uma dessas alegações diz respeito ao suposto conflito entre fé e ciência. O cristianismo não vê esse impasse, entendendo que se trata de duas esferas distintas, ainda que complementares. Deus é o criador tanto do mundo espiritual quanto do mundo físico e das leis que o regem. Portanto, a ciência corretamente entendida não contradiz a fé; elas tratam de realidades distintas ou das mesmas realidades a partir de diferentes perspectivas.
O problema surge quando um intelectual, influenciado por pressupostos materialistas, afirma que toda a realidade é material e que nada que não possa ser comprovado cientificamente pode existir. O verdadeiro espírito científico e acadêmico não se harmoniza com uma atitude estreita dessa natureza, que decide certas questões por exclusão ou por antecipação.
Mas vamos a alguns tópicos mais específicos. Você, universitário cristão, pode ouvir em sala de aula questionamentos de diversas modalidades: acerca da religião em geral (uma construção humana para responder aos anseios e temores humanos), de Deus (não existe ou então existe, mas é impessoal e não se relaciona com o mundo), da Bíblia (um livro meramente humano, repleto de mitos e contradições), de Jesus Cristo (nunca existiu ou foi apenas um líder carismático), da criação (é impossível, visto que a evolução explica tudo o que existe), dos milagres (invenções supersticiosas, uma vez que conflitam com os postulados da ciência), e assim por diante.
Não temos aqui espaço para responder a todas essas alegações, mas perguntamos: Quem conferiu às pessoas que emitem esses julgamentos a prerrogativa de terem a última palavra sobre tais assuntos? Por que deve um universitário cristão aceitar tacitamente essas alegações, tantas vezes motivadas por preferências pessoais e subjetivas dos seus mestres, como se fossem verdades definitivas e inquestionáveis?
O fato é que, desde o início, os cristãos se defrontaram com críticas e contestações de toda espécie. Nos primeiros séculos da era cristã, muitos pagãos acusaram os cristãos de incesto, canibalismo, subversão e até mesmo ateísmo! Foram especialmente contundentes as críticas feitas por homens cultos como Porfírio e Celso, que questionaram a Escritura, as noções de encarnação e ressurreição, e outros pontos. Eles alegavam que o cristianismo era uma religião de gente ignorante e supersticiosa. Em resposta a esses ataques intelectuais surgiu um grupo de escritores e teólogos que ficaram conhecidos como os apologistas e os polemistas. Dentre eles podem ser citados Justino Mártir, Irineu de Lião, Tertuliano, Clemente de Alexandria e Orígenes, que produziram notáveis obras em defesa da fé cristã.
Em nosso tempo, também têm surgido grandes defensores da cosmovisão cristã, tais como Cornelius Van Til, C. S. Lewis, Francis Schaeffer, R. C. Sproul, John Stott e outros, que têm utilizado não somente a Bíblia, mas a teologia, a filosofia e a própria ciência para debater com os proponentes do secularismo.
Além deles, outros autores têm publicado obras mais populares acerca do assunto, apresentado argumentos convincentes em resposta às alegações anticristãs. Um bom exemplo recente é o livro de Lee Strobel, "Em Defesa da Fé", que possui um capítulo especialmente instrutivo sobre uma questão até hoje não aclarada pela ciência, ou seja, a origem da vida.
É importante que você, universitário cristão, leia esses autores, familiarize-se com seus argumentos e reflita de maneira cuidadosa sobre a sua fé, a fim de que possa resistir à sedução dos argumentos divulgados nos meios acadêmicos. Você deve aproximar-se de outros estudantes que compartilham as mesmas convicções. É muito difícil enfrentar sozinho as opiniões contrárias de um sistema ou de uma comunidade. Por isso, envolva-se com um grupo de colegas cristãos que se reúnam para conversar sobre esses temas, compartilhar experiências, apoiar-se mutuamente e cultivar a vida espiritual.
Muitas universidades têm representantes da Aliança Bíblica Universitária (ABU) e de outras organizações cristãs idôneas que visam precisamente oferecer auxílio aos estudantes que se deparam com esses desafios. Não deixe também de participar de uma boa igreja, onde você possa encontrar comunhão genuína e alimento sólido para a sua vida com Deus.
Procure encarar de maneira construtiva os desafios com que está se defrontando. Veja-os não como incômodos, mas como oportunidades dadas por Deus para ter uma fé mais madura e consciente, para conhecer melhor as Escrituras, para inteirar-se das críticas ao cristianismo e de como responder a elas, para dar o seu testemunho diante dos seus professores e colegas, por palavras e ações.
Saiba que você não está só nessa empreitada. Além de irmãos que intercedem por sua vida, você conta com a presença, a força e a sabedoria do Senhor. Muitos já passaram por isso e foram vitoriosos. Meu desejo sincero é que o mesmo aconteça com você. Deus o abençoe !

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A GLÓRIA DE DEUS EM NÓS

EXODO 33.18 Então disse Moisés ao Senhor: Rogo-te que me mostres a tua glória. Porém Deus respondeu: Eu farei passar toda a minha bondade por diante de ti, e proclamarei o nome do SENHOR diante de ti; e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia, e me compadecerei de quem eu me compadecer. E disse mais: Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum verá a minha face, e viverá. Disse mais o SENHOR: Eis aqui um lugar junto a mim; aqui ficaras sobre a rocha. E acontecerá que, quando a minha glória passar, te colocarei numa fenda da rocha, e te cobrirei com a minha mão, até que eu haja passado. E, havendo eu tirado a minha mão, me verás pelas costas; mas a minha face não se verá.

Esta passagem da Bíblia Sagrada nos conta quando o grande profeta Moisés faz a Deus um pedido que muitos cristãos dos dias de hoje também fazem: Mostra-me tua glória. No Antigo Testamento, a glória de Deus esta intimamente ligada a sua auto-revelação, a um esplendor fulgurante e santidade flamejante. Com certeza, quando se diz a Deus MOSTRA-ME TUA GLORIA, se espera uma luz brilhante, um espetáculo de luzes, um show fantástico.

Mas nesta passagem do livro de êxodo, a glória de Deus esta relacionada com seu caráter amoroso e fiel. Quando Deus responde ao pedido de Moisés, não diz nada sobre luzes, resplendor, ou fogo. Deus fala de bondade, misericórdia e compaixão, qualidades que Ele mostrou ao longo da historia sagrada, e que os verdadeiros servos de Deus também tem demonstrado em toda a historia do Cristianismo. Dessa forma, a glória de Deus e uma verdadeira invasão do mundo material pela presença ativa de Deus no meio do seu povo.

Quando os cristãos se reunem nas suas igrejas, ministérios e comunidades, e pedem a Deus que lhes mostre sua glória, muitas vezes estão esperando um show de milagres, profecias, visões, revelações, sonhos de Deus, ministrações, enfim, um espetáculo. E muitas vezes, ficam sem ver nada, porque estão esperando ver o que Deus não quer mostrar naquele momento.

Parece estranho, mas Deus quer nos mostrar sua glória de outras maneiras, através de sua bondade, misericórdia e compaixão. Jesus deixou isso bem claro quando falou no Sermão da Montanha QUE OS HOMENS VEJAM VOSSAS BOAS OBRAS E GLORIFIQUEM AO PAI QUE ESTA NOS CEUS.
E ainda disse: QUERO MISERICÓRDIA, E NÃO SACRIFICIO. Muitas pessoas hoje em dia preferem trazer grandes sacrifícios a Deus, principalmente em forma de ofertas, mas deixam de fazer bem ao próximo, tratam mal seus irmãos e empregados, dando um verdadeiro tristemunho.

Jesus quando contou certa vez uma parábola de um homem que devia uma grande quantia de dinheiro ao rei, não tinha como pagar e pediu ao rei que tivesse pena dele e não o vendesse como escravo para pagar a divida, como mandava o costume daquele tempo. O rei teve compaixão dele e perdoou a divida, mas aquele homem, encontrando outra pessoa que lhe devia dinheiro, mandou prender essa pessoa, apesar dela pedir mais algum tempo para pagar a divida. Quando o rei sube disso, mandou chamar aquele homem ingrato e disse: Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti? Esta e a pergunta de Deus para nos hoje em dia. A manifestação da gloria de Deus que tanto pedimos não depende de reuniões, ministrações e louvores, mas sim de uma vida de comunhão com Deus e com o próximo. Como podemos ver a glória de Deus dentro de nossos templos, se fora das igrejas não vivemos de uma maneira a glorificar a Deus ?

Portanto, se queremos ver a glória de Deus em nossas vidas, em nossas famílias e nossas igrejas, devem seguir o que nos diz a Palavra de Deus:
Cl 3.12 Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade;
Hb. 4.16 Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.
1 Pe 4.13 Mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis.
1 Pe 1. 7 Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo;
Fp 1.11 Cheios dos frutos de justiça, que são por Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus.
2 Co 12.9 E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.

Lições de Porto Príncipe

Há cerca de duas semanas, o mundo foi abalado com a noticia de um terremoto de grandes proporções num pais da América Central chamado Haiti, na verdade uma ilha pobre e miserável localizada na região do Caribe. Um país massacrado por governo ditatorial, guerra civil, fome, analfabetismo e misérias de todo tipo. E que agora se vê novamente em situação lamentável, desta vez por causa da fúria da natureza. Mas de toda esta situação, alguns ensinamentos valiosos são trazidos para todos nos.
Em primeiro lugar, a fragilidade da vida humana. Milhares de pessoas encontraram a morte em apenas um momento, muitas delas soterradas pelos escombros das próprias casas que construíram. Certamente, nenhuma delas poderia imaginar que aquele seria o último dia de suas vidas. E justamente por ser tão frágil, nossa vida nos faz lembrar que deveríamos valorizá-la mais ainda, aproveitando cada momento na ajuda ao próximo e no cumprimento das leis divinas, como lemos no Salmo 90: Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios. E nos diz ainda o Apóstolo Tiago, no capítulo 4, versículo 14 de sua carta: Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece.
Outra lição preciosa que o terremoto do Haiti nos ensina é a imprevisível certeza da morte. Tão certo como mal nascemos já começamos a morrer, também é certo que o momento de nossa partida não pode ser determinado com antecedência. Por causa do pecado, a morte passou a acompanhar a Humanidade em toda sua história. Justamente por isso, devemos estar preparados da melhor maneira possível. Põe em ordem a tua casa, porque morrerás, seria a palavra bíblica para todos nós. Somente Jesus Cristo pode trazer aos nossos corações a fé e a segurança para enfrentar a morte, pois apenas ele disse: eu sou a ressurreição e a vida, quem crer em mim, ainda que morra, vivera. Nada mais pode trazer ao ser humano a esperança de vida eterna, a não ser a pessoa bendita do Salvador.
Os numerosos relatos de pessoas salvas contra todas as expectativas, mesmo vários dias após o terremoto, nos ensinam muita coisa sobre a providencia divina. 'Milagre' tem sido uma palavra muito usada nos dias recentes no Haiti, trazendo assim uma resposta as pessoas que perguntavam “onde estava Deus no momento do terremoto”?
Não podemos esquecer também de que, apesar dos avanços da ciência e da tecnologia atual, ainda somos bastante limitados. Ainda estamos muito longe de conseguir antever o momento de um terremoto, e mesmo com a ciência de hoje e impossível deter um desastre dessa natureza. Como lemos na 1ª Carta de Paulo aos Coríntios, capítulo 3, versículo 19: “Deus apanha os sábios na sua própria sabedoria”. Um fato curioso após o terremoto foram as declarações polemicas e um tanto desastradas do cônsul do Haiti no Brasil, que sem notar que estava sendo gravado, atribuiu a catástrofe a um castigo divino, em razão das superstições religiosas do povo Haitiano, adeptos fervorosos do vodu, um culto africano. Castigo de Deus, sem dúvida, foi o pensamento de muitas pessoas para esta situação, na verdade, é o que geralmente nos vem à cabeça quando vemos nosso semelhante em situação calamitosa. Foi o que os amigos do patriarca Jo pensaram, ao encontrá-lo cheio de feridas, despojado de seus bens materiais e de sua família por causa de terríveis desastres. Também foi o que as pessoas da época de Jesus pensaram quando uma torre caiu na cidade de Jerusalém e matou 18 pessoas, todos galileus, gente que era considerada como de má reputação. Porém, naquela ocasião Jesus falou algo que nos ensina uma maravilhosa lição. Disse o Mestre de Nazaré: vocês pensam que esses homens eram mais pecadores do que os outros porque isso aconteceu com eles ? Não, antes vos digo, se vocês não se arrependerem, perecerão da mesma maneira.
Com essas palavras, Jesus deixou bem claro que as calamidades, em vez de serem castigo divino, são antes de tudo um solene aviso do Criador para a Humanidade: mudem de proceder, deixem os seus maus caminhos, amem o próximo, obedeçam as Escrituras. Como a Bíblia Sagrada nos fala, no Livro do Profeta Sofonias, capítulo 2: 3 Buscai ao SENHOR, vós todos os mansos da terra, que tendes posto por obra o seu juízo; buscai a justiça, buscai a mansidão; pode ser que sejais escondidos no dia da ira do SENHOR.
As lições de Porto Príncipe são para toda a Comunidade Internacional, talvez por sentirem isso vários países estão enviando pessoal e equipamentos para ajudarem o povo haitiano nesse momento tão difícil. Que todos os cristãos possam lembrar dessa gente em suas orações, intercedendo por eles e pelas equipes de ajuda humanitária que ali se encontram, e muito especialmente pelos missionários que ali estão.
Mas acima de tudo, oremos por nós mesmos. Afinal, ainda paira a ira de Deus sobre esta Humanidade tão corrompida, tão rebelde contra o Criador, mas tão necessitada e carente de sua graça, misericórdia e perdão. Oremos para que o Haiti não seja aqui.

A BIBLIA - FERRAMENTA PRINCIPAL

“Cremos na inspiração divina e plena da Bíblia, bem como na sua infalibilidade e inerrância, como única regra de fé normativa para a vida e o caráter cristão” (“Cremos”-Credo oficial da Assembléia de Deus, veiculado mensalmente no jornal “Mensageiro da Paz”, item nº 2)
“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar, E QUE MANEJA BEM A PALAVRA DA VERDADE” (2ª Carta a Timóteo, cap.2, ver. 15)

1 – INTRODUÇÃO
Para os cristãos em geral, a Bíblia é de uma importância única. Não é um livro como os outros, pois enquanto aqueles falam de Deus, na Bíblia é Deus quem fala.
Como é grandiosa a Bíblia ! Bela, majestosa e santa é a sua doutrina ! grandiosa, desejável, inestimável é a sua moral ! Poderosíssima, inigualável, eficaz em seus efeitos. Que outro livro faz algo assim ? Nenhum, porque Deus opera através de sua Palavra, através do Espírito Santo, que convence o homem do pecado, da justiça e do juízo. Na própria Bíblia está escrito que a Palavra que sai da boca de Deus não voltará vazia para Ele.
Pelo fato de conter as origens do mundo, as alianças de Deus com os homens, a história de Israel e da Igreja, as profecias reveladoras do futuro, a Bíblia Sagrada pode ser resumida numa só frase: ela é a Palavra de Deus. Em toda a Bíblia, fala-se 2008 vezes que Deus é o seu Autor. Ela se apresenta como alimento, fogo, luz, leite, mel, ouro, espelho, martelo que esfarela a pedra, como espada e como semente.
Escrita a mão por muitos séculos, com a invenção da imprensa foi o primeiro livro a ser feito, a famosa Bíblia de Gutemberg, e hoje em dia existe em mais de 300 línguas diferentes, do português o japonês, e todos os anos são publicadas cerca de 11 milhões de Bíblias completas e 14 milhões só de Novos Testamentos.
Os séculos se passaram, e a Bíblia continua cada vez mais popular. Hoje, existem Bíblias de todas as cores, formas e jeitos. Por exemplo, temos a Green Bible (Bíblia Verde), ainda sem versão no português, em que mais de mil versículos ecológicos vem impressos na cor verde. Temos a Bíblia Iluminada, com desenho ultramoderno e fotos de celebridades como Nelson Mandela e Angelina Jolie. Sem contar as diversas Bíblias de estudo: Pentecostal, Sheed, Scofield, Aplicação Pessoal, do Estudante, do Jovem do Adolescente, Edição de Promessas, entre tantas outras.
Tudo isso nos deixa bem claro que a Bíblia não é um livro como os outros. Nunca um livro foi tão perseguido e tão celebrado ao mesmo tempo. Nunca um livro foi tão amado e tão odiado de uma vez só. Montanhas de Bíblias foram queimadas em praça pública, com cristãos junto, e monumentos à Bíblia foram erguidos em praça pública. Reis, imperadores, sábios, poderosos, já se levantaram contra a Bíblia: todos fracassaram miseravelmente. Muitos que falavam contra a Bíblia foram enterrados com uma em seus túmulos.
Mas afinal, que livro é este ? Qual a fonte desse poder tão avassalador, que não existe quem fique indiferente à sua mensagem ? E que será do cristão que não conhecer a Bíblia ?

2 – O QUE GRANDES HOMENS DISSERAM SOBRE A BÍBLIA
“O Evangelho não é meramente um livro, mas uma força viva, um livro que sobrepuja todos os outros”. (Napoleão Bonaparte, imperador francês).
“Manancial de consolo e conselho, refúgio para as horas de tormenta e tribulação, guia de exemplos e ensinamentos, mestre silencioso e sempre disponível, a Bíblia é o mais secreto confidente das penas e aflições, e ninguém sai de suas páginas sem receber apaziguadora resposta para as dúvidas, bálsamo e estímulo nas ocasiões de angústia e desespero” (Austregésilo de Ataíde, escritor brasileiro).
“A Bíblia é a voz do Todo-Poderoso. É muito diferente dos livros sagrados das outras religiões. Neles, o Homem fala de Deus, mas na Bíblia, é Deus falando ao Homem” (Willian Spicer, escritor).
“Já prego o Evangelho há 36 anos, em torno de 22 mil sermões, e posso dizer que a Bíblia é inesgotável. A Palavra é como seu autor: infinita, imensurável, eterna. Se for consagrado pastor para toda a eternidade, teria assunto suficiente para pregar” (Charles Spurgeon, grande pregador inglês).
“Progridam quanto quiser, desenvolva-se ao máximo a pesquisa e a ciência, nada tomará o lugar da Bíblia” (Goethe, poeta alemão).
“Ou este livro me afastará do pecado, ou o pecado me afastará deste livro” (Moody, famoso pregador inglês).

3 – O QUE É A BÍBLIA ?
A palavra “Bíblia” não aparece nas Sagradas Escrituras, mas veio do grego “biblion”, que significa “coleção de pequenos livros”.
Inicialmente, a Palavra de Deus foi transmitida verbalmente (tradição oral), de pai para filho, até o dia em que Deus ordenou aos homens que a registrassem na forma escrita (Êx. 17.14; Jr. 30.2).

4 – QUEM ESCREVEU A BÍBLIA ?
Cerca de 40 pessoas, das mais diversas profissões e ocupações:
1.Ageu - profeta
2.Aías - profeta
3.Amós – agricultor e peão de boadeiro
4.Asafe (parte dos Salmos)- levita
5.Baruque - secretário
6.Daniel – estadista e profeta
7.Davi (Salmos) – rei
8.Débora – profetisa e juíza
9.Esdras - escriba
10.Ester - rainha
11.Etã - levita
12.Ezequiel - sacerdote
13.Filhos de Coré - levitas
14.Gade - profeta
15.Habacuque - profeta
16.Isaías - profeta
17.João - pescador
18.Joel - profeta
19.Jonas – profeta
20.Josué - militar
21.Judas – apóstolo
22.Lucas - médico
23.Malaquias - profeta
24.Marcos
25.Mateus - pescador
26.Miquéias - profeta
27.Moisés - legislador
28.Natã (partes de Crônicas e Reis) - profeta
29.Naum - profeta
30.Neemias – copeiro e governador
31.Obadias - profeta
32.Oséias - profeta
33.Paulo – doutor da lei
34.Pedro – pescador
35.Rute
36.Salomão (Provérbios, Eclesiastes, Cantares) - rei
37.Samuel – profeta e juiz
38.Sofonias - profeta
39.Tiago – apóstolo
40.Zacarias – profeta

5 – QUANDO FOI ESCRITA A BÍBLIA ?
Num período de cerca de 1.600 (mil e seiscentos) anos, de 1500 a.C (antes de Cristo) a 100 d.C (depois de Cristo), totalizando 66 (sessenta e seis) livros.

6- DIVISÃO E CLASSIFICAÇÃO DA BÍBLIA
6.1 – ANTIGO TESTAMENTO
São 39 livros,divididos em:
Lei ou Pentateuco: do livro de Gênesis ao de Deuteronômio, essa parte é chamado pelos judeus de “Torá”. Além de contar a origem do mundo, fala do início da história do povo judeu, até sua saída do Egito.
História: do livro de Josué ao de Ester, conta desde o estabelecimento do povo judeu na terra de Canaã, até o retorno do cativeiro de Babilônia.
Poesia: de Jó a Cantares, contém revelação e adoração na forma lírica.
Profecia: de Isaías a Malaquias, é subdividida em duas partes, Profetas Maiores (Isaías, Jeremias, Lamentações e Ezequiel) e Profetas Maiores (de Oséias a Malaquias).

6.2 – NOVO TESTAMENTO
Biografia: Os Evangelhos de Mateus, Marcos Lucas e João contam sobre o nascimento, ministério, morte, ressurreição e ascensão de Jesus Cristo, o Messias prometido no Antigo Testamento.
História: Atos dos Apóstolos conta a história da Igreja Primitiva, até cerca do ano 60 da Era Cristã.
Doutrina: de Romanos a Judas, as Epístolas (ou Cartas) mostram de forma esclarecedora os mandamentos de Cristo à sua Igreja.
Profecia: no Apocalipse, Deus revela os últimos dias, com o final da História e o começo da Eternidade.

7 – A MENSAGEM DA BÍBLIA
A) Deus é o Criador de tudo, e Senhor de todos.
B) Apresenta com verdade e clareza a realidade do pecado.
C) Apresenta o plano de salvação para o Homem, através do nascimento do Messias (Jesus) e sua morte no Calvário.
D) Mostra como deve ser a vida terrena de santificação dos que se decidem a Cristo como Senhor e Salvador.
E) Esclarece sobre a vida futura na eternidade, dependendo das escolhas feitas nesta vida.
F) Revela a volta triunfal de Cristo a este mundo, e o alvorecer do Novo Estado Eterno, o Reino de Deus.

8- A SINGULARIDADE DA BÍBLIA
1.INSPIRAÇÃO: as mensagens registradas pelos escritores sagrados não foram produzidas por suas mentes e corações, mas “sopradas por Deus” (2ª Pe 1.21; 1ª Co 2.13). É como se Deus ditasse e eles escrevessem. A inspiração da Bíblia é:
plena - pois TODA a Bíblia é inspirada por Deus, e não só partes dela;
verbal – pois CADA PALAVRA é inspirada, Deus guiou os escritores na escolha de suas palavras, de acordo com a personalidade e contexto cultural de cada um.
1.INERRÂNCIA: as palavras usadas pelos escritores para expressar as verdades sagradas não sofreram erro nenhum.
2.INFALIBILIDADE: as profecias bíblicas, ao contrário das nebulosas “Centúrias” de Nostradamus, tem se cumprido fielmente, sem restar dúvida alguma. Alguns exemplos:
Cativeiro Babilônico (Deuteronômio 28, Jeremias 15 e 25, Oséias 3, Isaías 39);
Retorno do Cativeiro (Jeremias 29);
os 4 Grandes Impérios mundiais (Daniel 2 a 7);
Guerra entre Síria e Egito após a morte de Alexandre o Grande (Daniel 11);
o progresso científico nos últimos tempos (Dn. 12);
o retorno de Israel como nação (Ezequiel 37, Isaías 66.8).
1.UNIDADE: os 66 livros da Bíblia, escritos por 40 pessoas ao longo de 1.600 anos formam um todo uniforme e harmônico entre si, sem contradições ou discrepâncias.
2.UNIVERSALIDADE: as verdades bíblicas podem ser aplicadas em qualquer povo, em qualquer época, e em qualquer cultura.

9- OS LIVROS APÓCRIFOS
A palavra “apócrifo”, do grego apokrypha, significa escondido, nome usado pelos escritores eclesiásticos para determinar, 1) Assuntos secretos, ou misteriosos; 2) de origem ignorada, falsa ou espúria; 3) documentos não canônicos.
Os livros apócrifos do Antigo Testamento (A.T.): Estes não faziam parte do Cânon hebraico, mas todos eram mais ou menos aceitos pelos judeus de Alexandria que liam o grego, e pelos de outros lugares; foram primeiramente escritos em grego. São eles:
1.1º (ou 3º) Livro de Esdras: é simplesmente a forma grega de Ezra, e o livro narra o declínio e a queda do reino de Judá desde o reinado de Josias até à destruição de Jerusalém; o cativeiro de Babilônia, a volta dos exilado, e a parte que Esdras tomou na reorganização da política judaica. Em algumas partes, amplia a narração bíblica, mas estas adições são de autoridade duvidosa. Ignora-se o tempo em que foi escrito e quem foi o meu autor.
2.2º (ou 4º) Livro de Esdras: é um tratado religioso, que tem como objetivo registrar as sete revelações de Esdras em Babilônia, algumas das quais tomaram a forma de visões: a mulher que chorava, 9.38, até 10.56; a águia e o leão, 11.1 até 12.39; o homem que se ergueu do mar, 13.1-56. O autor destes capítulos é desconhecido.
3.Livro de Tobias: consta a vida de um judeu chamado Tobias de Neftali, homem piedoso, que tinha um filho de igual nome. O pai havia perdido a vista. O filho, tendo de ir a Rages na Média, para cobrar uma dívida, foi levado por um anjo a Ecbatana, onde fez um casamento romântico com uma viúva que, tendo-se casado sete ve­zes, ainda se conservava virgem. Os sete maridos haviam sido mortos por Asmodeu, o mau espírito nos dias de seu casamento. Tobias, porém, foi animado pelo anjo a tornar-se o oitavo marido da virgem-viúva, escapando à morte, com a queima de fígado de peixe, cuja fumaça afugentou o mau espírito. Voltando, curou a cegueira de seu pai esfregando-lhe os escurecidos olhos com o fel do peixe que já se tinha mostrado tão prodigioso. O livro de Tobias é manifestamente um conto moral e não uma história real. A data mais provável de sua publicação é 350 ou 250 a 200 A.C.
4.Judite: conta a história de uma viúva judia, de temperamento masculino, conquistou o coração de Holofernes, comandante do exército assírio, que sitiava a cidade de Betúlia. Aproveitando-se de sua intimidade na tenda de Holofernes, tomou da espada e cortou-lhe a cabeça enquanto ele dormia. A narrativa está cheia de incorreções, de anacronismos e de absurdos geográficos.
5.Ester: Acréscimos de capítulos que não se acham nem no original hebreu, nem no original caldaíco. Amplifica partes da narrativa da Escritura, sem fornecer nenhuma novidade importante, e em alguns lugares contradiz a história como se contém no texto hebreu.
6.Sabedoria de Salomão: Este livro é um tratado de Ética recomendando a sabedoria e a retidão, e condenando a Iniqüidade e a idolatria. As passagens salientam o pecado e a loucura da adoração das imagens, lembram as passagens que sobre o mesmo assunto se encontram nos Salmos e em Isaías. O autor em nome de Salomão; diz que foi escolhido por Deus para rei do seu povo, e foi por ele dirigido a construir um templo e um altar, sendo o templo feito conforme o modelo do tabernáculo.
7.Eclesiástico: também denominado “Sabedoria de Jesus, filho de Siraque”. É um valioso tratado de Ética. Há lugares que fazem lembrar os livros de Provérbios, Eclesiastes e porções do livro de Jó, das escrituras canônicas, e do livro apócrifo, Sabedoria de Salomão.
8.Baruque: Baruque era amigo do Jeremias. Os primeiros cinco capítulos do seu livro pertencem à sua autoria, enquanto que o sexto é intitulado “Epístola de Jeremias.” Trata da confissão dos pecado de Israel, orações pedindo perdão a Deus, exortação a Israel para voltar à fonte da Sabedoria, mensagens de ânimo e promessas de livramento, 4.5 até 5.9
9.Acréscimos à História de Daniel: “O cântico dos três jovens” - É desconhecido o seu autor e ignorada a data de sua composiçã; “a história de Suzana” - conta como o profeta Daniel descobriu uma falsa acusação contra Suzana, mulher piedosa. Ignora-se a data em que foi escrita e o nome de seu autor; “Bel e o dragão”- o profeta mostra como os sacerdotes do deus Bel e suas famílias comiam as ofertas feitas ao ídolo, e mata o dragão. Por este motivo, o profeta é lançado pela segunda vez na caverna dos leões. Ignora-se a data em que foi escrita e o nome do autor.
10.Oração de Manassés, rei de Judá quando esteve cativo em Babilônia. Compare, 2º Cr 33.12,13. Autor desconhecido. Data provável, 100 anos A. C.
11.Primeiro Livro dos Macabeus: E um tratado histórico de grande valor, em que se relatam 05 acontecimentos políticos e os atos de heroísmo da família levítica dos Macabeus durante a guerra da lndependência judaica, dois séculos A.C. O autor é desconhecido, mas evidentemente é judeu da Palestina. Há duas opiniões quanto à data em que foi escrito; uma dá 120 a 106 A.C., outra, com  melhores fundamentos, entre 105 e 64 A.C. Foi traduzido do hebraico para o grego.
12.Segundo Livro dos Macabeus: É inquestionavelmente um epítome da grande obra de Jasom de Cirene; trata principalmente da história Judaica desde o reinado de Seleuco IV, até à morte de Nicanor, 175 e 161 A.C. É obra menos importante que o primeiro livro. O assunto é tratado com bastante fantasia em prejuízo de seu crédito, todavia, contém grande soma de verdade. O livro foi escrito depois do ano 125 A.C. e antes a tomada de Jerusalém, no ano 70 A.D.
13.Terceiro Livro dos Macabeus: Refere-se a acontecimentos anteriores à guerra da independência. O ponto central do livro e pretensão de Ptolomeu Filopater IV, que em 217 A.C. tentou penetrar nos Santo dos Santos, e a subseqüente perseguição contra os judeus de Alexandria. Foi escrito pouco antes, ou pouco depois da era cristã, data de 39, ou 40 A.D.
14.Quarto Livro dos Macabeus: É um tratado de moral advogando o império da vontade sobre as paixões e ilustrando a doutrina com exemplos tirados da história dos macabeus. Foi escrito depois do 2º Macabeus e antes da destruição de Jerusalém.
15.Livros Pseudo-epígrafos: apresentam-se como escritos pelos santos do Antigo Testamento. Eles são amplamente apocalípticos; e representam esperanças e expectativas que não produziram boa influência no primitivo Cristianismo. Entre eles podem mencionar-se:
16.Livro de Enoque (etiópico), que é citado em Judas 14. Atribuem-se várias datas, pelos últi­mos dois séculos antes da era cristã.
17.Os Segredos de Enoque (eslavo), livro escrito por um judeu helenista, ortodoxo, na primeira metade do primeiro século d.C.
18.O Livro dos Jubileus (dos israelitas), ou o Pequeno Gênesis, tratando de particularidades do Gênesis duma forma imaginária e legendária, escrito por um fariseu entre os anos de 135 e 105 a.C.
19.Os Testamentos dos Doze Patriarcas: é este livro um alto modelo de ensino moral. Pensa-se que o original hebraico foi composto nos anos 109 a 107 a.C., e a tradução grega, em que a obra chegou até nós, foi feita antes de 50 d.C.
20.Os Oráculos Sibilinos, Livros III-V, descrições poéticas das condições passadas e futuras dos judeus; a parte mais antiga é colocada cerca do ano 140 a.C., sendo a porção mais moderna do ano 80 da nossa era, pouco mais ou menos.
21.Os Salmos de Salomão, entre 70 e 40 a.C.
22.As Odes de Salomão, cerca do ano 100 da nossa era, são, provavelmente, escritos cristãos.
23.O Apocalipse Siríaco de Baruque (2º Baruque), 60 a 100 a.C.
24.O Apocalipse grego de Baruque (3º Baruque), do 2º século, a.C.
25.A Assunção de Moisés, 7 a 30 d.C.
26.A Ascensão de Isaias, do primeiro ou do segundo século d.C.

Os Livros Apócrifos do Novo Testamento (N.T.): Sob este nome são algumas vezes reunidos vários escritos cristãos de primitiva data, que pretendem dar novas informações acerca de Jesus Cristo e Seus Apóstolos, ou novas instruções sobre a natureza do Cristianismo em nome dos primeiros cristãos. Entre os Evangelhos Apócrifos podem mencionar-se:
1.O Evangelho segundo os Hebreus  (há fragmentos do segundo século);
2.O Evangelho segundo S. Tiaqo, tratando do nascimento de Maria e de Jesus (segundo século);
3.Os Atos de Pilatos.(Segundo século).
4.Os Atos de Paulo e Tecla (segundo século).
5.Os Atos de Pedro (terceiro século).
6.Epístola de Barnabé (fim do primeiro século).
7.Apocalipse de Pedro (segundo século).

A DOUTRINA DO HOMEM

TEXTO BASE: SALMO 8, VV 4-6
  1. O QUE É O HOMEM ?
A) É CRIATURA DE DEUS. A Bíblia declara que Deus formou o homem do pó da terra, portanto, somos obra das suas mãos. Ver Jó 4.17 e Ec 12.1. Por isso, não temos o direito de mandar em Deus, encostá-lo na parede, já que Ele é nosso Criador.

B) É COROA DA CRIAÇÃO DIVINA
Deus criou o homem para governar a natureza, ou seja, cuidar bem dela e usá-la da melhor maneira possível. Não significa que a Bíblia autoriza que as pessoas explorem até acabar com os animais, as plantas e todo o ambiente natural. Isso acontece hoje em dia porque, com a queda do homem, com a entrada do pecado no mundo, a natureza também ficou prejudicada pela ação maldosa do ser humano (Rm 8.20-22).

C) É IMAGEM E SEMELHANÇA DE DEUS
Aqui existe muita discussão entre as pessoas. Alguns pensam: se somos imagem de Deus, então temos poderes divinos, como por exemplo falar e acontecer. É por isso que muitas pessoas acham que decretar, determinar, declarar, ou seja, abrir a boca e falar faz com que as coisas aconteçam e as bençãos sejam derramadas.
Acontecem dois grandes erros: transformar o homem em Deus e transformar Deus num homem (ex do livro de Mórmom).
Deus não tem um corpo físico como nós.
Mas na verdade, quando a Bíblia diz que somos imagem de Deus, ela quer dizer que, assim como Deus, assim também nós temos moralidade (ou seja, sabemos diferenciar o certo do errado, o bem do mal), temos livre arbítrio; temos inteligência; temos vontade própria, temos a eternidade em nosso coração; e temos domínio sobre a criação.
E quando a Bíblia diz que somos semelhança de Deus, significa que, assim como Deus é três em um (Pai, Filho e Espírito Santo formam um só Deus), assim também os três elementos da pessoa (corpo, alma e espírito), formam um só indivíduo.


  1. A CRIAÇÃO DO HOMEM
Sabemos que Deus não fez o homem como fez o resto da Natureza, já que para que os animais e plantas existissem Deus falou e eles apareceram. Já no caso do homem, a Trindade se reuniu e decidiu “façamos o homem”.
Portanto, não foi através da teoria da evolução, que afirma que um tipo de macaco foi se transformando ao longo de milhões até chegar ao tipo de pessoas que temos hoje. Não: Deus criou o homem como ele é hoje.
Quanto aos tipos de esqueletos diferentes que os cientistas encontram, é fácil responder: seriam de macacos já extintos, ou mesmo seres humanos deformados, ou ainda adaptados a um determinado ambiente.
Alguns crentes ficam confusos com essas teorias que vão contra a Bíblia, porque são apresentadas como ciência. Mas a Bíblia nos declara em 1º Tm 6.20, que nem toda ciência é verdadeira.


  1. A CONSTITUIÇÃO DO HOMEM
A) CORPO: é a parte do homem que se comunica com o mundo material, através da visão, audição, olfato, paladar e tato. Algumas religiões de antigamente e até algumas de hoje pregam que o corpo é uma coisa ruim, uma prisão da alma, que deve ser desprezado e maltratado, e por causa disso se chicoteiam, se batem, passam fome. Mas a Bíblia diz que o nosso corpo é templo do Espírito Santo, e Deus quer que os nossos corpos sejam para santificação e glorificação do seu nome (1º Co 6.18-20).

B) ALMA: é o nosso eu interior, é a nossa personalidade, que se comunica com o mundo material através dos sentidos. A pessoa pode ficar com sua alma funcionando enquanto que o corpo está “desligado” (caso do coma). É onde ficam nossos sentimentos, daí a Bíblia falar de alma alegre, triste, abatida, etc. Em algumas passagens bíblicas, alma significa pessoa, e em outras significa espírito (Gn 2.19; Sl 42.2)

C) ESPÍRITO: é a parte do homem que entra em contrato com Deus. Quando morremos, entregamos o espírito a Deus. Deus lnça o espírito dos ímpios no inferno (Sl. 9.17)

Portanto, o homem não é uma criatura tripartida, ou seja, 3 partes independentes. O corpo se relaciona com o mundo físico, enquanto que a alma e o espírito se relacionam com o mundo espiritual.
Diz a Bíblia que, quando da criação do homem, Deus formou o corpo do pó da terra, soprou nas narinas (espírito), e o homem foi feito alma vivente.
O pecado tirou a glória de Deus do homem. Mas o Pai Celeste providenciou a salvação através de Jesus Cristo. Hoje, somos filhos de Deus, e quando Cristo voltar, seremos transformados para ser como Ele, no estado original que Deus criou o homem.

APOCALIPSE - O FUTURO REVELADO NA PALAVRA DE DEUS


 O fim dos tempos e o futuro da humanidade é uma questão que sempre preocupou as pessoas, desde que o mundo existe.
Todos os povos antigos tinham a sua idéia de um final do mundo repleto de catástrofes e desastres. Alguns acreditavam que depois disso o mundo voltaria existir, mais bonito e perfeito; já outros acreditavam que nada mais restaria.
Houve um tempo em que a mania eram as profecias de Nostradamus, feiticeiro francês que mais errou do que acertou. Não se esqueça que as profecias dele eram ambíguas, ou seja, de duplo sentido, podendo ser interpretadas de várias maneiras, ao gosto da pessoa.
Recentemente, se fala muito no “apocalise maia”. Os maias foram um povo que existiu na América Central em épocas antigas; seu calendário, segundo cálculos de estudiosos atuais, terminaria no mundo de 2012, que seria então o fim do mundo. E aí surgem as mais diversas idéias: uns acham que extraterrestres destruirão nosso planeta e a humanidade, outros acham que desastres naturais como terremotos, maremotos e outras coisas mais, acabarão destruindo todas as pessoas.
Não se esqueça do famoso “aquecimento global”, fenômeno que já começa a mostrar seus efeitos: o aumento da temperatura do planeta, causado pela poluição que o homem lança na atmosfera, traz mudanças no clima, que acabam causando outros desastres naturais, como enchentes e secas. Embora algumas pessoas digam que tudo não passa de invenção, outras acreditam que não há mais volta para este fenômeno.
E a Bíblia ? O que ela diz sobre isso ?
O tema das últimas coisas é tratado numa matéria bíblica chamada “Escatologia”. É verdade que existem algumas diferenças em alguns detalhes das crenças das diversas igrejas evangélicas, mas num plano geral, a Bíblia mostra que, após vários sinais do fim dos tempos, acontecerá um fato chamado “arrebatamento da Igreja”: os fiéis a Deus e à sua Palavra, não importa qual a igreja que pertençam, serão levados deste planeta num piscar de olhos, para as mansões celestiais, conforme escreveu o Apóstolo São Paulo na sua 1ª Carta aos Tessalonicensses, capítulo 5:
“Pois o mesmo Senhor (Jesus Cristo) descerá do céu com alarido, e voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus, e os que morrerem em Cristo ressuscitarão primeiro, depois nós, que estivermos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor Jesus nos céus, e assim estaremos sempre com o Senhor”.
Ou seja, os fiéis que estiverem vivos terão seu corpo de carne e osso transformado num corpo de glória, e serão levados para o céu. E os que estiverem mortos, ressuscitarão também num corpo de glória, e serão levados para o céu. Isso tudo num abrir e fechar de olhos, cerca de meio segundo.
O próprio Jesus Cristo prometeu que isso aconteceria, quando falou “virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver, vocês estejam também” (João cap. 14). E ainda, no sermão profético de Mateus 24, quando Cristo disse: “E o Filho do Homem, enviará os seus anjos, que ajuntarão seus escolhidos dos quatro cantos da terra”. O que é mortal será revestido da imortalidade. Os fiéis nunca mais passarão fome, sede, tristeza, doenças velhice e morte. Irão se alegrar na presença de Deus, nas mansões celestiais.
Sabemos que o tempo do arrebatamento está perto, pois o próprio Jesus disse os sinais que aconteceriam (Lc. 21): “muitos virão em meu nome dizendo 'Eu sou o Cristo' (falsos cristos e falsos profetas). Acontecerão guerras e rumores de guerras (guerrilhas), se levantará nação contra nação e reino contra reino (guerras mundiais, já tivemos duas), e haverá em vários lugares grandes terremotos, fomes e pestilências (epidemias); haverá também coisas espantosas, e grandes sinais do céu. Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas, e na terra angustia das nações, espantadas pelo barulho do mar e das ondas, homens desmaiando de terror, na expectativa das coisas que acontecerão ao mundo”. Todos esses sinais estão se cumprindo, por isso podemos concluir que a vinda de Cristo para levar seu povo está próxima. Maremotos, terremotos, epidemias, guerras e guerrilhas, tudo nos mostra que Cristo já volta, breve Jesus voltará.
Mas depois deste acontecimento, o mundo não vai acabar. O mundo vai continuar existindo. As pessoas que restarem neste planeta, e serão muitas, irão trabalhar, estudar, continuar suas vidas. Mas numa situação diferente. Além da perturbação social que haverá por causa do desaparecimento dos crentes, existirá grande angústia, conforme Jesus falou, no Evangelho de João, 24.21: “Porque haverá então grande aflição, como nunca aconteceu desde o princípio do mundo até agora, nem nunca acontecerá igual”. Por isso, esse período é chamado de GRANDE TRIBULAÇÃO.
Grandes pragas virão sobre o mundo nesse tempo, conforme lemos no livro que para muitas pessoas só o nome já causa medo: o Apocalipse. Vemos por exemplo os 4 cavaleiros: a fome, a guerra, as feras da terra, e um ditador mundial, o Anticristo, causando a destruição de 25% da humanidade. Vemos nas 7 trombetas sendo tocadas, as seguintes pragas: uma chuva de saraiva e fogo que destruição 30% da vegetação da terra; um tipo de meteroro caindo no mar e transformando em sangue a terça parte dos oceanos, destruindo a vida marinha e milhares de navios; outro objeto caindo do céu, envenenando 30% dos rios e lagos e causando a morte de muita gente; o sol, a lua e as estrelas atingidos, de maneira que a terça parte deles se escureceu; gafanhotos vindo do abismo atormentando as pessoas por 5 meses; 4 anjos comandando um exército de 200 milhões de criaturas, e que matarão uma terça parte da humanidade.
Por fim, nas 7 taças da ira de Deus, lemos de uma praga de feridas nas pessoas, todos os oceanos e rios transformados em sangue como de um morto, o calor do sol aumentando de maneira nunca antes vista, e por fim um grande terremoto, como nunca antes houve igual, de tal maneira que “as cidades das nações caíram”, ou seja, as grandes capitais do mundo.
Depois de tudo isso, disse Jesus que “então se verá o Filho do Homem vindo sobre as nuvens com poder e grande glória”. Cristo voltará a esta terra, em pessoa, não mais como um humilde carpinteiro da Galiléia, mas agora como Rei dos Reis e Senhor dos Senhores, em toda sua glória e poder. Ele derrotará todos os seus inimigos, e vai inaugurar um novo reino, o seu reino, mil anos de paz, um reino que, como disse o profeta Daniel, nunca será destruído, e não passará para outro povo, consumirá todos os outros reinos e será estabelecido para sempre.
E então, acontecerá o Juízo Final, em que todos os mortos, grandes e pequenos, estarão diante do Grande Trono Branco, e serão julgados pelas suas obras. O mar, a morte e o inferno darão os seus mortos, para este grande julgamento, e todos que não estiverem salvos, com seu nome escrito no Livro da Vida serão lançados no lago de fogo e enxofre para sofrer eternamente.
Quanto ao nosso planeta, continuará existindo, como lemos em Ap. 21: “E vi um novo céu e uma nova terra, porque os primeiros já passaram. E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas”. Será o fim da História da Humanidade, e o começo da Eternidade.
Este é o fim do mundo tal como a Bíblia, a Palavra de Deus, nos relata. Nem mais, nem menos. Você está preparado ?